Copa do Mundo 2026: A origem da camisa azul que o Brasil usará contra o Haiti e como ela se compara à Argentina

Copa do Mundo 2026: A origem da camisa azul que o Brasil usará contra o Haiti e como ela se compara à Argentina

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A história, do nosso lado, tem suas versões, mas é mais ou menos conhecida. Sabe-se que nas quartas de final. A Argentina voltará a usar camisa alternativa contra a Inglaterra, Carlos Salvador Bilardo decidiu que em hipótese alguma voltará a vestir o azul. que já haviam usado contra o Uruguai nas oitavas de final alguns dias antes, eram alguns gramas mais pesados ​​que a versão azul-branca clara. Surgiu o personagem Ruben Moschella, funcionário da AFA e grande herói daquela bagunça, que após visitar inúmeras lojas na capital do México, trouxe vários modelos para o comício para que Bilardo tomasse a decisão final. “Que linda é essa camisa, vamos vencer a Inglaterra com ela”disse Diego Maradona vendo o icônico uniforme com que se consolidou mundialmente no Estádio Azteca. E não houve mais discussão. O resto é história.

Em Brasil, a história da camisa azula versão mais popular do clássico hoje lúpuloé menos comum. Mas há também um “Moschela”que neste caso se chamava Paulo Machado de Carvalho, que dá nome ao lendário Estádio do Pacaembu, em São Paulo. A verdade é que durante a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, e horas antes da final, os brasileiros foram informados que a seleção da casa, sua adversária na disputa do título, estaria vestida de amarelo, então teriam que procurar roupas em um tom diferente. Aí o tempo começou a passar para Machado, chefe da delegação sul-americana, a quem foi confiado uma viagem sinuosa pelas lojas de Estocolmoonde ele dificilmente poderia se fazer entender.

A Camisa Azul nos tempos modernos com Bruno Guimarães e Vinicius; As cores são o símbolo do BrasilKirk Irwin – Getty Images América do Norte

Embora figuras como peletinha apenas 17 anos na época, Garrincha, Wawa, Didi e Zagaloentre outras figuras, Paulo Machado de Carvalho negociava e corria desesperadamente de um lugar para outro. Ao contrário de hoje, as cores utilizadas por cada equipe não eram pré-determinadas, não existiam regras claras a esse respeito. Com aquela liberdade de agir, porque tudo estava em suas mãos, O delegado brasileiro acabou se inclinando para os uniformes azuis, prestando-lhes homenagem Virgem Maria de AparecidaPadroeira do Brasil.

Assim como aconteceu no México com a saga Moschella, onde um exército de costureiras mexicanas foi contratado para bordar o escudo da Argentina, Machado de Carvalho também teve que recorrer a alguns colaboradores, mas neste caso eram seus próprios membros. o pessoalmenos acostumado a tarefas de precisão meticulosa. As camisas não eram tão elegantes quanto as que Maradona e companhia usaram para vencer a Inglaterra, mas isso não as tornou menos gloriosas, já que o Brasil venceu por 5-2 naquela final. e, por fim, conquistou o primeiro de seus cinco títulos mundiais.

de lá O Brasil disputou 12 partidas da Copa do Mundo com ele manto vaziooito vitórias, três derrotas e um empate. Nesta competição de 2026, os brasileiros entrarão em campo no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, para enfrentar o Haiti em uma combinação inédita de Copa do Mundo, já que usarão meias pretas além da camisa azul, que é uma cor. Canário Não é usada em Copas do Mundo desde 1934. Calça que complementa o chute olhar Também será azul.

Outra imagem vintage da final de 1958, quando a seleção emergencial do Brasil usou a camisa azul na entrada da Suécia em amareloKeystone-França – Gamma-Keystone

Os meiões pretos foram utilizados pelo Brasil nas Copas do Mundo de 1930, Uruguai e 1934 (Itália), e em apenas três partidas, uma vitória e duas derrotas.. Desde então, não mais, até hoje. Sem dúvida, o uniforme vai surpreender a todos, mas o uniforme inusitado do pentacampeão mundial já estreou no amistoso contra. Egito, último testando Antes da Copa do Mundo no Brasil em Cleveland. Não houve espaço para heróis como Moschella ou Machado de Carvalho nesta ocasião, pois os kits são pré-desenhados e o Haiti estará presente nesta partida do Grupo C. coleção toda branca, contrastando fortemente com o traje brasileiro, que usará cores escuras.

A volta da cor preta à parte inferior do uniforme não foi uma decisão exclusiva da CBF, mas parte da coleção elaborada pelo fornecedor dos equipamentos esportivos da Seleção Brasileira. Além dessa combinação inédita Brasilesse campeonato mundial Também revelará o segundo kit da Alemanha em um estranho tom azulado e o de Portugal em turquesa brilhante, entre outras características.

A regra atual estipula a apresentação à FIFA da combinação A e B do kit de cada equipe antes da competição; Cabe então ao organizador do torneio decidir qual desses kits será utilizado em cada partida, com o objetivo de contrastar as equipes para evitar qualquer tipo de confusão. Somente em casos de força maior. FIFA pode pedir às federações nacionais uma nova combinação de uniformes.

O clássico lúpulocom o qual o Brasil disputou 90 partidas em Copas do Mundo (61 vitórias, 16 empates e 13 derrotas) e conquistou quatro de seus cinco troféus, só foi utilizado na Suíça em 1954 como forma simbólica de “apagar” a cicatriz. Maracanaçoquando o Brasil perdeu a final por 2 a 1 para o Uruguai no Rio de Janeiro e diante da torcida; Naquele domingo, 16 de julho de 1950, os moradores usavam vestidos brancoscampo que repetiram a partir de 1914 nas quatro primeiras Copas do Mundo, e que só voltou a ser utilizado em 2004, apenas para amistosos comemorativos ou ocasionais compromissos da Copa América, mas nunca mais em Copas do Mundo. Mesmo isso fãs Os brasileiros costumam torcer pelo seu time quando vestem o uniforme branco.

Histórico de combinação negriazul A partida começará na Filadélfia, contra o Haiti, onde o Brasil tentará se recuperar do empate sem brilho contra o Marrocos na estreia. Qualquer resultado que não seja uma vitória sobre o time caribenho certamente causará uma crise estrutural no hexacampeão. O novo kit, que nunca foi usado em uma Copa do Mundo, também poderá impactar. Caso contrário, se os homens de Ancelotti conseguirem recuperar e até mesmo conseguir um avanço que acalme um início tempestuoso, o conjunto incomum poderá ter uma segunda oportunidade e, quem sabe, talvez se possa tornar num talismã.

Por imagem e semelhança. Rafinha veste a camisa azul, a mesma que o Brasil usará contra o Haiti nesta sexta-feira.Kirk Irwin – Getty Images América do Norte

Possíveis formações

BrasilAlisson Becker; Wesley, Marquinhos, Roger Ibanez, Douglas Santos; Lucas Paquetá, Bruno Guimarez, Casemiro, Rafinha; Igor Tiago e Vinícius Júnior. Técnico: Carlo Ancelotti.

HaitiJohnny Plácido; Carlens Arcus, Ricardo Adé, Hannes Delcroix, Martin Expérience; Louisius Didson, Jean-Ricque Bellegarde, Danley Jean-Jacques, Ruben Providence; Franzdi Pierrot e Wilson Isidore. DT: Sébastien Migne.

A hora. 21h30

Televisão. TyC Esportes.

Árbitro: Alejandro José Hernández (Espanha).




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