JH tem 61 anos e mora em uma casa modesta no bairro Centenário, periferia de Santa Fé. Ele não tem celular, e-mail e muito menos redes sociais. No tribunal ele se descreveu como um “changari” e disse Ele ganha a vida instalando ar condicionado. Mas, ao mesmo tempo, ele atua como dono da casa de câmbio, que vendeu 9,2 bilhões de dólares no mercado do dólar azul durante as restrições do mercado de ações. Trata-se da “Centenera”, uma das 30 empresas investigadas no âmbito do processo criminal. uma possível conspiração entre funcionários do Banco Central (CBD) e um grupo de financiadores que incluía Elias Picirillo, Francisco Hauque, Martin Migueles e Ariel Vallejo (proprietário da Sur Finances).
A casa de câmbio que leva o nome de JH foi protagonista do chamado “rolo” financeiro; manobra que consistia em comprar dólares baratos e vendê-los caro no mercado paralelo. “A manobra foi simples. Foram injetados pesos na conta de Centenera, depois foram para outra bolsa e de lá os dólares foram obtidos no Banco Central”, disse uma fonte com conhecimento da trama.
Apenas um semestre foi suficiente para movimentar bilhões de pesos para Centenera. Nos primeiros seis meses de 2023 realizou operações de câmbio que atingiram US$ 9,2 bilhões em vendas e US$ 11,1 bilhões em comprasé o que diz a mensagem do Banco Central. No segundo semestre daquele ano, a casa de câmbio foi desativada.
JH aparece na Centenera Records desde novembro de 2022. Foi então promovido a empresário. E um jovem, com apenas 21 anos, recebia uma percentagem menor de prestações sociais, conforme consta do balanço submetido à Inspecção-Geral de Justiça, a que teve acesso. A NAÇÃO.
“O Sr. JAH subscreve 4.750 parcelas totalizando US$ 4.750.000 e o Sr. CJO subscreve 250 parcelas totalizando US$ 250.000. Neste ato, os sócios integram cem por cento (100%) de suas respectivas assinaturas em dinheiro, que é 0 e a nova arrecadação é de US$ 50,0. As acusações foram confirmadas.
A casa de câmbio passou a receber milhões de pesos provenientes dessas movimentações de ações em suas contas do BST. “As operações da Centenera são todas legais e comprovadas em tribunal”, disseram fontes da organização.
Parte do dinheiro foi enviada Galo muda, Uma das empresas investigadas pelo Banco Central por vender 474 milhões de dólares. O resumo revela um corrimão de um milhão de dólares. “Gallo Cambios comprou uma quantidade maior de dólares das operadoras Mega Latina e Stema Cambios.“E 92,7% dos dólares vendidos pela Gallo Cambios foram repassados com notas a outras operadoras do sistema, cita o documento Centenera nessa lista.
Sobre mudanças no Galo, O centro destacou ainda que foi revogada a autorização de 12 operadoras de câmbio que transferiram pesos entre 2022 e 2024.isto é, durante o reinado de Miguel Angel Peche e o presente.
Outro processo judicial, que está sendo investigado na jurisdição penal e correcional, de 2024, investiga quem estava por trás de Centenera e do Changarin de Santa Fé.
A Centenera aparece agora em uma lista de mais de 30 empresas, muitas delas agências e casas de câmbio, investigadas pelo promotor Franco Picardi e pelo juiz Ariel Lijo em um dos casos do dólar azul. O arquivo começou em dezembro passado algum áudio encontrado na fogueira enviado por Carlos “El Lobo” Smithum ex-policial que trabalhava para Piccirillo.
Num desses áudios, Piccirillo é alegadamente ouvido a dizer que toda a política está envolvida nesta “grande” manobra, e que Hauk pode contactar o presidente Javier Mille para denunciar todos os alegadamente envolvidos. Em outra gravação atribuída a uma funcionária do BCRA identificada como Romina Garcia, ela afirma que havia “gente de cima” no chamado “rolo”.
O conteúdo desses áudios, questionados por diversos réus perante a Câmara Federal, desencadeou uma série de batidas contra cinco funcionários do Banco Central em dezembro passado. Eles apreenderam telefones e computadores, o que fornece novas evidências. Março foi outra rodada do ataque. Os pesquisadores procuraram documentos relativos a mais de 30 empresas, entre as quais se destacam Arg Exchange, Xinergia, Gallo Cambios, MegaLatina, Fenus e a citada Centenera.
A assinatura de Changarini também aparece em outro caso liderado pela juíza Maria Cervini e pelo promotor Carlos Stornelli. Lá também se estuda a situação financeira. “No período entre janeiro e agosto de 2023. 17 casas de câmbio receberão um total de 141.596.000.000 pesos “De 2.765 pessoas físicas e 647 pessoas jurídicas, pelo menos uma parte desses recursos pode ser de origem ilegal”, detalha a investigação. Centenera é uma das 17 casas de câmbio.
No caso da Picardia e Lijo, que está sob sigilo sumário há mais de um mês, a manobra do dólar azul está sendo investigada, mas surgiram evidências, segundo LA NACION, do suspeito. 10 a 15% de suborno para obter licença de importação Sob a liderança do Ministério da Economia durante o último período do governo de Alberto Fernández e Sergio Massa. Trata-se do Sistema de Importação da República Argentina (SIRA), mecanismo que vigorou de outubro de 2022 a dezembro de 2023.
Picardi apresentou relatórios urgentes à Alfândega, ao Departamento de Comércio e ao BCRA, e por sua vez solicitou o levantamento do sigilo fiscal, bancário e bolsista de diversas pessoas físicas e jurídicas.