A pesquisa mostra que Argentina está entre os primeiros países com atividade organizada manipulação digital documentado internacionalmente. Mas isso não é tudo. esses tornaram-se ativos com a crescente adoção da inteligência artificial, especialmente nas campanhas eleitorais, que falam de um novo protagonista na política argentina.
De acordo com um estudo da UADE citado no relatório Troops, Trolls and Troublemakers (Bradshaw & Howard, 2017) Argentina foi um dos primeiros países a registrar manipulação sistemática de redes sociais tropas cibernéticas (grupos organizados, na sua maioria ligados a governos ou partidos, que operam em redes para influenciar o discurso público).
O estudo mostra que a desinformação funcionou no início trolls pessoas e robôs relativamente simples. Hoje, porém, o modelo evoluiu para um sistema onde a inteligência artificial ocupa o centro das atenções e cria conteúdos – vídeos, áudios, imagens e texto – capazes de simular líderes políticos com notável realismo.
A investigação detalha a descoberta de enormes redes de contas falsas administradas por empresas de marketing político para manipular algoritmos e impulsionar candidatos durante a campanha presidencial de 2023. No ano passado, a inteligência artificial introduziu um novo método que incluía falsificações profundas, ou seja vídeos falsos criados por inteligência artificial, que em alguns casos chegaram a mais de 500 mil visualizações. Com a ajuda da inteligência artificial para criar imagens falsas de perfis sintéticos nas redes sociais, a capacidade de rastrear os responsáveis fica mais difícil.
“Além dos robôs, por trás de muitas campanhas digitais existem humanos organizados que trabalham em conjunto com a inteligência artificial para contornar filtros e simular suportes reais (modelos “semi-orgânicos” ou híbridos); programas inteligência artificial para contornar os controles da plataforma”, alerta o estudo, alertando para contas falsas, seguidores e um mercado informal ativo de compra e venda. robôs no WhatsApp e no Facebook, que promovem a manipulação algorítmica e a definição artificial de agendas (influenciando quais tópicos são mais relevantes nas discussões públicas).
Um dos casos mais notáveis disso na política foi falsificações profundas: Mauricio Macri, Javier Mille, Axel Kitsilof e Jorge Taiana, que circulavam em plena proibição eleitoral, anunciando falsas demissões ou apoios inautênticos. Dada a capacidade de criar imagens e sons aprendizagem profundaé difícil acompanhar, estes fenómenos estão a aumentar.
São casos que deixaram marca e impacto no discurso público. De acordo com as conclusões da pesquisa, segundo alguns especialistas. “A desinformação e as campanhas coordenadas podem influenciar significativamente as agendas públicas, a polarização e o comportamento político.”
Contudo, hoje o fenómeno não se limita à inteligência artificial e às contas automatizadas; o estudo revela a coexistência de modelos híbridos; robôs Telegram, mercados paralelos para compra de seguidores, clique em agricultorespessoas que são pagas para gerar Eu gosto dissoseguidores ou cliques falsos e “farms de iPhone” que rodam em dispositivos reais para evitar bloqueios.” Em suma, são fenômenos que condensam uma nova arquitetura de manipulação digital que precisa ser analisada e como lidar com ela.