Leandro Molina, CEO da Zonaprop do Grupo QuintoAndar, deu início ao Real Estate Summit com um raio X da oferta e demanda no setor imobiliário. “O mercado entrou em fase de normalização” disse Leandro Molina durante diálogo com Carla Quiroga, jornalista especializada na área. Por sua vez, explicou que se compararmos a demanda na capital e na província de Buenos Aires com a média de 2020-2024, que deu 29% de intenção de compra de imóveis, hoje a média é de 45%.Hoje, 45% do público busca imóveis no ZonaProp, ante a média histórica da série de 37%.“, foi realizada.
O especialista alertou que isso se deve a um certo estabilização de preços. “Quando olhamos os preços de venda na Capital Federal, o crescimento marginal mensal é de 0,1%o que não é nada. Se estendermos para os últimos seis meses será de 0,5%, e se estendermos para os últimos 12 meses será de 1,9%. A estabilidade desses preços e o câmbio fixo também incentivam o argentino a tomar decisões”, afirmou.
Argumentou também que existe uma concentração da procura em tipologias, em primeiro lugar porque 66% do público procura apartamentos e 64% do total prefere apartamentos de 2 a 3 quartos.. “Cerca de 35% do público está pesquisando ingressos 31% de menos de US$ 100.000 e até US$ 175.000; geralmente em torno 66% do público procura casas abaixo de US$ 175.000o que nos leva a outra conversa, que é a alavancagem que é necessária para levantar o bilhete das pessoas, que é o crédito à habitação”, enfatizou.
“O Colégio de Notários da Capital Federal anunciou que 11% do número de transações foram empréstimos hipotecários”, explicou o secretário editorial de LA NACIÓN. Enquanto Molina afirmou que há um ano era de 20% e explicou isso como novidade. Zonaprop assinou contrato de publicidade com o banco BBVA.
“Quando fazemos o relatório de demanda, vemos que a taxa média de juros do mercado hoje é de 9,5%, e quando as hipotecas explodiram na Argentina estavam em torno de 8%. O BBVA promove uma taxa de juros de 7,5% no ZonaProp“, garantiu.
Quanto às perspectivas para o segundo semestre, baseadas na previsibilidade do mercado e na maior concorrência hipotecária, antecipou que poderíamos estar perante um segundo semestre muito bom para todo o ecossistema imobiliário.
Relativamente à oferta de vendas, o CEO da ZonaProp esclareceu que esta também está a crescer. Os dados mais recentes são de 12% das novas notificações de fevereiro até o momento. “O que isso significa é que as pessoas querem tomar decisões, estão pensando em mudar e é por isso que mais anúncios e mais ofertas estão sendo adicionadas ao Zonaprop”, disse ele.
Os bairros mais procurados
Molina destacou os aumentos de preços que Nunes e Saavedra tiveram. “Muitas empresas mudaram-se para Nunez, há muitos grandes projetos que combinam escritórios e áreas residenciais, por isso há muito interesse neste bairro”, disse. E esclareceu que no ano passado o preço lá aumentou 5 por cento e a oferta aumentou 3 por cento no mesmo período. “Essa relação entre oferta e procura é muito saudável. E hoje, dentro da capital, nos bairros mais altos, O custo por metro quadrado é de cerca de US$ 3.400, a média do mercado é de US$ 2.500 por metro quadrado, para um poço médio, novo e usado.. Quanto aos usados, os preços rondam os 2.200 a 2.300 dólares”, disse.
Esses bairros, tendo gravidade, transbordam para as áreas vizinhas à medida que isso acontece Saavedra, liderando o maior aumento de preços na capital federal. Para Molina, a diferença em Saavedra é muito grande, porque para um aumento de 2% nos preços médios de mercado, é de 10% em Saavedra.
Aluguéis
Quando se trata de valores de aluguel, há boas notícias para os investidores. Porque enquanto 45% do público busca comprar um imóvel, o restante busca alugar. “A oferta subiu. Lembremos que em 2023 esta era extremamente baixa. Falámos sobre o facto de não haver apartamentos para arrendar, e hoje há duas ou três vezes mais que esse mínimo histórico. Isso estabilizou os preços. O aumento mensal dos preços dos aluguéis é de aproximadamente 1,5%; Se olharmos para o acumulado do ano, aumentaram 14%, e o maior dado sobre as rendas é que aumentou 32,5% em termos homólogos, o que é o menor aumento homólogo dos últimos 29 meses.“, notou. E alertou para o impacto imediato na rentabilidade, porque 5,7% é o agregado do que estamos a ver no preço e na recuperação desse investimento.
“Além disso, com a feliz notícia de que ontem foi regulamentada a liberação de garantias para locadores de apartamentos, as expectativas para este mercado são ainda melhores”, acrescentou. E explicou que geralmente os arrendamentos são renovados trimestralmente com base no IPC, portanto com uma inflação mais baixa, um mercado hipotecário mais competitivo e uma taxa de câmbio fixa, o segundo semestre do ano deverá ser muito positivo para o mercado imobiliário.
Promoção de pH
Ao final, o especialista enfatizou a evolução da oferta de imóveis para venda e destacou o papel dos PHs, que aumentaram a sua oferta em 10%seguido por casas com 5%. As pessoas querem se livrar da PH? O problema para Molina é que os compradores parecem estar gravitando em direção a empreendimentos emblemáticos, onde o foco está na experiência e no estilo de vida.
“Hoje, os incorporadores entendem que não se trata mais de vender um prédio. Você tem que vender muita magia em torno de experiências, ofertas e serviços. Os projetos tornaram-se heróis absolutos da dinâmica do bairro quando atuais. E hoje, os maiores impulsionadores são os grandes desenvolvimentos”, concluiu.