Christina Koch, astronauta Artemis II, durante sua recuperação física na Terra.

Christina Koch, astronauta Artemis II, durante sua recuperação física na Terra.

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Atrás dele o retorno dos astronautas da missão Artemis IIOs tripulantes da cápsula Orion tiveram que passar por testes especiais, pois os corpos sofrem alterações físicas profundas e imediatas, sendo necessário: um processo de readaptação que pode levar semanas.

Neste contexto, Christina Koch, da tripulação da missão, partilhou um vídeo na sua página oficial do Instagram mostrando-a a fazer exercícios especiais após a sua viagem à Lua. “Acho que terei que esperar um pouco para surfar novamente.”escreveu o engenheiro americano.

Para explicar esta fase, ele afirma: “Quando vivemos em microgravidade, os sistemas do nosso corpo que evoluíram para informar o nosso cérebro sobre os nossos movimentos, os órgãos vestibulares, não funcionam adequadamente”.

No vídeo que ela compartilhou, ela é vista tentando andar em linha reta com os olhos fechados enquanto duas pessoas a seguram, o que é difícil para ela depois da viagem.

“Andar em tandem com os olhos fechados pode ser um grande desafio. “Saber isso pode nos ajudar a melhorar o tratamento de vertigens, tremores e outras condições neurovestibulares na Terra”, enfatizou o astronauta da NASA.

Cristina KochDANIEL VILASANA – GETTY IMAGES AMÉRICA DO NORTE

Um dos principais fatores que explicam as mudanças falta de gravidadeporque nesse ambiente o corpo deixa de funcionar como na Terra, e isso traz muitas consequências.

Como explicou o cardiologista Jorge Tartalione em LN+os membros da tripulação devem passar por testes antes e depois da missão. “Eles têm que estar preparados psicologicamente para o isolamento e fisicamente para não perderem força muscular”.– ele elaborou.

Jorge Tartalione

“Eles vão perder muita força muscular.”avisou Tartaglio, explicando isso Em apenas 10 dias, podem sofrer uma perda de massa muscular de 1% a 2%especialmente nas pernas e costas.

Além disso, ele observou que também há perda de densidade óssea semelhante à osteoporose aceleradadevido à falta de carga esquelética e menor exposição à vitamina D.

Um dos maiores desafios após retornar à Terra é recuperar o equilíbrio, pois na microgravidade o corpo perde referência ao centro de gravidade, o que afeta orientação espacial.

“Não é que se esqueçam de andar, mas não conseguem manter o equilíbrio”apontou o especialista e destacou as possíveis alterações visuais e explicou que pode aumentar a pressão intracranianaque afeta o nervo óptico e pode causar problemas de visão.




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