Sigmund Freud. “Quando somos amados, não duvidamos de nada; quando amamos, duvidamos de tudo.”

Sigmund Freud. “Quando somos amados, não duvidamos de nada; quando amamos, duvidamos de tudo.”

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As teorias de Sigmund Freud não apenas revolucionaram a medicina, mas também se tornaram um mapa indispensável para a compreensão do sofrimento e do prazer humanos. Uma de suas frases famosas ressoa fortemente hoje na era da ansiedade do apego. “Quando somos amados não duvidamos de nada. Quando amamos, duvidamos de tudo.”

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, deixou um grande legado de pensamentos e reflexões que ainda hoje são relevantes. A imagem é retocada digitalmente usando IA. (Foto: redes sociais)

Esta frase não é uma simples observação romântica. É um diagnóstico de poder e vulnerabilidade. Na visão de Freud, o amor é uma moeda de duas faces que altera a percepção da realidade de acordo com o papel de cada objeto.

Para Freud, o fato de ocupar o lugar do objeto de desejo alheio funciona como uma armadura psíquica. O amor do outro restaura o senso de integridade e valor. É um retrocesso à primeira infância, onde o cuidado dos pais removia qualquer vestígio de dor.

Nesse estado, ele Ei! Torna-se mais forte e a dúvida desaparece. Sentir-se amado transmite uma confiança quase arrogante. O indivíduo não questiona o seu lugar no mundo, porque o outro o garante com a sua visão. É o momento de maior calma interior, mas também o momento de maior passividade.

Para Freud, o amor do outro restaura o senso de totalidade e valor

No entanto, O cenário muda drasticamente quando se descobre o amor. Para amar alguém, o sujeito pega sua energia psíquica (libido) e a deposita em terceiros. Nesse processo, o indivíduo se esvazia para enriquecer o objeto externo. É aqui que surge a incerteza porque Ao colocar a felicidade nas mãos de alguém fora do seu controle, o tema é revelado.

A teoria do narcisismo de Freud explica que as pessoas procuram recuperar a segurança perdida. Mas A maturidade emocional não é a ausência de dúvidas, mas a capacidade de conviver com elas.

Freud alerta que a dúvida não é o defeito do vínculo, mas a prova de sua existência. Quem não duvida pode não amar, mas apenas aceita adoração. Afinal, a vulnerabilidade é o motor que lhe permite sair do seu ego. Mesmo que o preço seja a perda da certeza, O risco de questionar tudo é a única forma de descobrir alguém fora de você.



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