O governo continuará a liquidar um dos maiores passivos da crise de 2001. O presidente Javier Millay planeja enviar um projeto de lei ao Congresso o que permite encerrar os processos ainda abertos com credores que não participaram em reestruturações anteriores.
A iniciativa, que já foi analisada por grupos técnicos, visa dar suporte institucional ao entendimento alcançado, cujo conteúdo é mantido confidencial. A Casa Rosada acredita que a via legislativa reduzirá potenciais desafios jurídicos e proporcionará maior estabilidade política ao acordo.
A disputa envolve fundos que têm sentenças definitivas em tribunais internacionais por inadimplência declaradas há mais de duas décadas.
Mesmo documentos judiciais recentes em Nova Iorque indicaram que o acordo final estava sujeito à aprovação parlamentar.
Com esse movimento, A administração libertária pretende encerrar um dos capítulos pendentes de inadimplência e eliminar as incertezas jurídicas que ainda condicionam as relações financeiras do país com o exterior.
A promoção foi formalizada nos tribunais dos Estados Unidos. Numa apresentação perante a juíza Loretta Presca em 10 de abril, os representantes legais da Argentina anunciaram que o acordo final foi assinado em 1º de abril, sujeito à aprovação do Congresso. Na mesma carta, anunciaram que a iniciativa será apresentada ao parlamento dentro de dias.
O pedido inclui o Fundo Bainbridge e um grupo de proprietários liderado pela Attestor. Dois dos agentes que cumpriram a pena final contra o país por um incumprimento declarado há mais de vinte anos.
As reivindicações estavam por aí 600 milhões de dólares americanos, Embora fontes familiarizadas com as negociações afirmem que o valor final será inferior, na medida em que algumas das garantias dos títulos de Brady já foram cumpridas.