Francisco Molinari. “Ver Cabrera e Romero abriu meus olhos porque eles eram bons.”

Francisco Molinari. “Ver Cabrera e Romero abriu meus olhos porque eles eram bons.”

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ANTALYA, Turquia. Queimou nos livros de golfe vencendo o British Open de 2018 no diabólico campo de Carnoustie, na Escócia. Nesse mesmo ano, em Paris, brilhou ao vencer todas as partidas da Ryder Cup, quatro duplas com Tommy Fleetwood, e já era um dos jogadores mais consistentes do mundo, com um total de três títulos no PGA Tour e seis no DP World Tour.

O italiano Francisco Molinari, que subiu ao 5º lugar no ranking mundial (hoje tem 261 anos), também tem sangue argentino. sua avó, Ada Mosca, nasceu no estado de San Luis e se estabeleceu na Itália devastada pela guerra. agora O irmão mais novo de Edoardo chegou como uma das atrações principais do Turkish Airlines Open. mas acabou saindo da pré-eliminatória depois de uma primeira fase muito boa. Ele não conseguiu mais do que precisava. ele continuou dando autógrafos para um grupo de meninos turcos que atuavam como marechais e já havia virado a página.

Francesco Molinari no início da segunda rodada do Turkish Airlines Open

O golfe é um esporte violento? “Não, eu sei que é, depois de todo esse tempo é o que é, pode acontecer. Estou feliz com a forma como joguei na quinta-feira, nesta sexta só tive um dia ruim”, confidencia ao LA NACION com seu comportamento descontraído de menino calmo e gentil. Aos 43 anos, ele sabe que tem uma carreira “pronta” e que o que vier a seguir será de alguma forma; faixa bônus.

-Qual fase da sua carreira você está passando agora?

– Etapa diferente aqui para voltar à Europa e sair do PGA Tour. Também procuro encontrar ritmos que me permitam passar mais tempo em casa com a minha família. É um momento que gosto, é diferente do que vivi até agora, também é divertido e me dá um bom incentivo para continuar treinando e tentar jogar bem.

– Qual o motivo da decisão de desacelerar? Exceto que você deveria ter perdido seu cartão PGA Tour.

– Bem, está claro, em parte foi por causa da perda do cartão ali. Mas também, depois de uma carreira de 20, 21 anos, é por motivos familiares quando os filhos ficam mais velhos e talvez precisem mais de mim em casa. Também estou um pouco entediado depois de viajar por tanto tempo. Afinal, há muitas coisas que coincidem e que me obrigaram a tomar esta decisão.

– Que tipo de mentalidade você tem para estar entre os 50 melhores do mundo, como está há tanto tempo?

-Você deve ter uma paixão muito profunda pelo golfe, pelo esporte, e continuar querendo fazer muitas coisas que seriam mais fáceis de não fazer, como fazer exercícios, viajar e ficar longe da família. Quer dizer… há muitas coisas que podem parecer difíceis para alguns, mas é claro; se você tem amor por essa atividade, afinal é isso que te dá vontade de praticar e fazer de tudo.

– O que a vitória no Carnoustie Open Championship 2018 mudou em sua vida?

– Para ser sincero, isso não me mudou muito. É um sonho tornado realidade, mas praticamente nada mudou para mim. Acho que também depende muito da abordagem individual, de como é tratado e do que se faz depois de atingir tal objetivo. Obviamente foi um momento muito bom para mim e para aqueles que trabalharam comigo na equipe. Mas isso não me mudou mais do que outras vitórias na minha carreira.

CARNUSTY, ESCÓCIA – 22 DE JULHO: Francesco Molinari da Itália comemora com o Claret Jug depois de vencer o 147º British Open no Carnoustie Golf Club em 22 de julho de 2018 em Carnoustie, Escócia. (Foto de Harry How/Getty Images)Harry How – Getty Images Europa

Você imaginou que continuaria vencendo depois do Open, que seria um incentivo para se fortalecer ainda mais como jogador? Finalmente aconteceu que você não conseguiu vencer novamente.

– Sim, bom. é claro que nesses momentos se pode imaginar que outras vitórias se seguirão, mas o golfe é um desporto muito difícil e é preciso estar muito envolvido; muitas coisas devem estar alinhadas para ter sucesso. Mas, para ser sincero, naquele momento não pensei que iria ganhar mais majors. Eu já sabia que vencer um era difícil e que vencer dois seria ainda mais difícil. Embora, para ser sincero, talvez eu esperasse algo um pouco diferente nos anos seguintes, mas é o que é…

CARNUSTY, ESCÓCIA – 23 DE JULHO: Francesco Molinari da Itália posa com o Claret Jug depois de vencer o 147º British Open Golf Championship em 23 de julho de 2018 em Carnoustie, Escócia. (Foto de Ross Kinnaird/R&A/R&A via Getty Images)Ross Kinnaird/R&A – Getty Images

– Como você venceu aquele campeonato aberto? Como você fez um grande sucesso?

– Se houve um segredo é que aceitei como qualquer outro torneio. Eu vinha de uma temporada de golfe muito boa, além de ter chegado naquela semana em Carnoustie bastante cansado de viajar pela América, Europa, América, Europa… Foram muitos torneios seguidos. Ele conquistou dois títulos nos dois meses que antecederam o Open e dois vice-campeonatos. Quer dizer, entrei naquela semana com muita confiança, mas muito, muito cansado fisicamente. Além disso, cheguei dos EUA naquela segunda-feira e mal consegui treinar. E de alguma forma isso me ajudou a diminuir minhas expectativas e jogar sem muitas aspirações. E então, claro, subir na tabela de classificação no domingo me ajudou muito a recuperar a confiança que eu tinha naquele momento, vencendo torneios e estando em uma sequência muito boa.

– É uma honra que fica com você para o resto da vida. Não sei se você tem uma réplica da Jarra Claret em sua casa ou quais símbolos abertos você tem em sua casa como lembrança…

– Sim, sim, tenho uma cópia do troféu na sala da minha casa em Torino. E sim, é uma coisa estranha. Durante o primeiro ano, é algo que você olha quase todos os dias e está mais na sua linha de visão. Agora, para ser sincero, não olho todos os dias, mas às vezes quando passo, olho e traz tantas lembranças boas. Você se lembra do que foi capaz de realizar? nada mais, nada menos que meu sonho de infância era fazer mestrado. Especialmente para um europeu, vencer o British Open é a maior coisa que existe.

– Que influência você teve na Itália e o quanto eles valorizaram sua conquista?

– No mesmo ano de 2018, tive muita divulgação e senti muito mais sucesso entre o público, além de não ter sido só o título do Open, mas também outros, por exemplo, a Ryder Cup com a seleção europeia. Mas, como sempre, as pessoas olham para quem ganha e sempre há alguém que ganha algo novo. Em outras palavras, também não durou tanto.

– A Itália sempre foi uma potência esportiva e agora brilha com figuras como Giannick Siner no tênis e Kimi Antonelli na Fórmula 1. Mas… E o futebol?

– Estou tendo dificuldades com isso. Como todos os adeptos de futebol, e como adeptos do Inter, passámos muito mal, mas a verdade é que, infelizmente, existem muitos problemas internos. No futebol italiano, vivemos tempos muito bons nas décadas de 80, 90 e início dos anos 2000. Mas penso que o dinheiro que estava disponível naquela altura não foi bem investido. E agora existem muitos problemas estruturais cuja solução custará dinheiro. É como um ciclo difícil de romper. Mas vamos ver, não sei, talvez depois de 10, 15 anos, se eles fizerem certo, poderemos sair desse momento ruim.

4 de novembro de 2010: Francesco Molinari da Itália conversa com seu caddie Jorge Gamarra da Argentina no oitavo buraco durante a primeira rodada do HSBC Champions no Sheshan Golf Club em Xangai, China. (Foto de Scott Halleran/Getty Images)Scott Halleran-Getty Images

– O excedente de jogadores estrangeiros no campeonato prejudicou a Itália ao mesmo tempo?

– Não, acho que não. Sempre existiram estrangeiros e penso que se forem bons vão elevar o nível do campeonato e isso beneficia também os italianos. Eu não acho que esse seja o problema.

-Quantas vezes você negou mentalmente ao cair na água no buraco 12 do Augusta Masters 2019 que Tiger acabou vencendo? A essa altura você estava pronto para vencer o torneio.

– Às vezes penso nisso, mas talvez tenha sido mais difícil para mim aceitar o erro no dia 15, onde cometi um duplo bogey, do que no dia 12. Tenho lembranças daquela semana diferentes do que as pessoas imaginam porque não joguei muito bem a semana toda. Comecei a grindar e indo muito bem com a bolsa, me recuperei muito bem desde os três primeiros dias. E é claro que é muito difícil vencer nesse nível sem ter o seu melhor jogo. No domingo lutei muito bem pelos primeiros onze buracos, mas a vantagem em Augusta é muito pequena e tornou-se o único Masters onde tive hipóteses reais de vencer. E agora que muito tempo se passou, é uma boa lembrança porque não há muitos que possam dizer que tiveram a chance de vencer o Masters, então é um torneio que lembro com carinho agora. E num ano que o Tiger venceu depois de tanto tempo e com uma tabela de classificação que contava com todos os melhores da época. Foi muito divertido estar lá.

– Como foi sua relação com os argentinos durante sua carreira?

– Quando comecei aqui no circuito europeu, o Pato Cabrera e o Eduardo Romero estavam no auge e jogando muito bem. Como tínhamos o Emmanuel Canonica como amigo em comum, treinávamos juntos e claro que ver esses jogadores quando passei de amador para profissional abriu meus olhos porque eles eram bons. Lá percebi o que precisava melhorar e trabalhar para chegar ao nível deles. Mas a verdade é que sim, tive e tenho relações muito boas com alguns. Com Jorge Gamarra, que foi meu cadastro durante vários anos, e com Pigou Romero, também tivemos um relacionamento muito bom; Agora não o vejo há muito tempo.

Francesco Molinari acerta uma tacada no Turkish Airlines Open

– Com o Gamara você conseguiu ganhar vários títulos e ao mesmo tempo ficou um pouco chateado com ele…

– Sim, porque sou competitivo, acho que o golfe é assim. nem sempre traz à tona o que há de melhor em campo, mas tive um relacionamento muito bom com o Jorge. Então tivemos sorte e colecionamos títulos e boas lembranças.

– Como você vê seu futuro como jogador de golfe? Campeões da PGA depois dos 50?

– Não sei. Aprendi que você nunca diz nunca na vida, então verei o que acontece nesses sete anos. Tive a sorte de alcançar quase todos os objetivos neste esporte. Foi o que eu disse quando comecei. Gostaria de encontrar um equilíbrio melhor entre tocar em turnê e passar muito tempo em casa, viajando um pouco menos. Mas tenha cuidado. Ainda adoro jogar golfe e gostaria de continuar a me sentir bem ao bater na bola. E então o que virá, virá. Não tenho muita ambição de ganhar torneios ou algo assim. Claro que sim, mas acima de tudo quero continuar a competir e a gostar de jogar.




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