As autoridades de 15 universidades privadas assinaram uma declaração conjunta expressando o seu apoio a um projecto aprovado pelo Supremo Tribunal de Justiça do país para melhorar o actual processo de selecção de candidatos para vagas judiciais.
“A partir do nível universitário, destacamos particularmente que a proposta coloca a formação profissional, a excelência académica e a educação continuada no centro do processo como condições importantes para o ingresso no poder judicial. A qualidade da justiça depende em grande parte da qualidade dos envolvidos, o que exige regras claras, avaliações objectivas e procedimentos previsíveis”, refere o comunicado.
Os signatários apelaram às autoridades para “adotarem uma abordagem rápida a esta iniciativa”. Na sua opinião, a aprovação integral do projeto incentivada pelo Tribunal “permitirá fortalecer um sistema consistente e eficiente, evitando soluções fragmentadas que fragilizem o seu alcance e comprometam os seus objetivos”.
“Avançar nessa direção não só melhora a qualidade institucional do poder judiciário e fortalece a confiança do público, mas também é um passo concreto para fortalecer a justiça, de acordo com o mandato fundador da nossa Constituição”.
A declaração foi assinada pelo reitor da universidade José Luis Gioldi Universidade de Belgrano; Paulo Falcão, reitor Universidade CAECE; Carlos I. Salvadores de Arzuaga, reitor Universidade de Salvador; Andrés Aguerre SJ, reitor Universidade Católica de Córdoba; Maria Laura Simonas, Reitora Universidade Católica de Cuyo; Rita Gajaten, Reitora Universidade Católica de La Plata; Juan Carlos Mena, reitor Universidade FASTA; Norberto Porto Lema; reitor de Universidade Morôni; Eduardo Cisco, reitor Museu Social Universitário; Ricardo Popovski, reitor Universidade de Palermo; Gaston O’Donnell, Reitor Universidade de Negócios e Ciências Sociais; Federico Fanjul, reitor Universidade São Tomás de Aquino De Tucumán; Martin De Palma, Reitor Universidade Católica de Santa Fé; Héctor Sauret, reitor Universidade de Concepción, Uruguai; e Thomas Guillermo Rueda, reitor Universidade Blas Pascal.
O Supremo Tribunal, assinado por dois dos seus membros (Carlos Rosencrantz e Riccardo Lorenzetti), avançou o acordo no final de março, que estabelecia que os juízes deveriam ser eleitos; competições preliminaresaté a ocorrência de vagas, através do sistema banco de perguntas múltipla escolha e removendo discrição diretores para reduzir as chances de promoverem ou demitirem candidatos com base em entrevistas pessoais com base no mérito.
A proposta em discussão no Conselho Judicial foi apoiada por um grande número de instituições profissionais, empresariais e educativas.