Duas novas aeronaves, sensores e veículos aéreos não tripulados irão compor os equipamentos que o Departamento de Defesa receberá dos Estados Unidos como parte de um acordo com o Comando Sul do país. patrulhar o Mar Argentino por um período de cinco anos.
Após a distribuição do acordo pela Embaixada dos EUA na Argentina na passada segunda-feira, o Ministério da Defesa forneceu esta quarta-feira detalhes de alguns dos equipamentos científicos que recebeu dos EUA “para patrulhamento, vigilância e controlo de áreas marítimas de interesse nacional”.
O acordo “prevê a transferência de tecnologia, introdução de novas capacidades, formação de pessoal e apoio técnico especializado”, afirmou a organização liderada por Carlos Presti.
Na sequência do acordo, prevê-se a implantação de duas novas aeronaves Textron B-360ER MPA, especialmente configuradas para patrulhamento marítimo, e que terão “radar de busca de superfície, sensores infravermelhos, comunicações por satélite, sistemas ISR e capacidades de comando e controlo para monitorização e vigilância de áreas marítimas”.
A primeira unidade está prevista para chegar ao país em dezembro deste ano, e a segunda a partir de junho de 2027.
O programa continua a progredir com o fornecimento de “veículos aéreos não tripulados” – veículos aéreos não tripulados para descolagem e aterragem verticais – a partir de meados de 2027.
Estes veículos aéreos não tripulados são adequados para operação a partir de embarcações de patrulha oceânica da Marinha, o que permitirá “potenciar as capacidades de reconhecimento, identificação e vigilância das operações no mar, com capacidade de lançamento de elementos a partir do navio”.
Por fim, a partir de 2029 e após o termo de um período específico de 5 anos, o plano prevê “a disponibilização de um simulador para a aeronave P-3C Orion recentemente introduzida, potenciando a formação e formação de pessoal”.
“A cooperação em defesa e segurança marítima é uma ferramenta central para fortalecer as nossas próprias capacidades, aumentar o conhecimento do domínio marítimo e consolidar a presença da Argentina no Atlântico Sul”, enfatizou a Defesa.
O Comando Sul dos Estados Unidos anunciou segunda-feira um acordo com a Argentina para patrulhar a zona marítima do país durante cinco anos. O projeto, denominado “Proteger Comunidades Globais”, visa “promover a segurança marítima no Atlântico Sul”, segundo a embaixada do país.
Este programa será ampliado nos próximos cinco anos com “equipamento avançado, treinamento de elite e apoio para detectar e neutralizar ameaças marítimas”, disse a Embaixada dos Estados Unidos na Argentina em comunicado divulgado nas últimas horas, que foi copiado pelo Comando Sul nas redes sociais.
Contra-almirante Carlos SardielloForças Navais e Almirante do Comando Sul Juan Carlos RomayO Chefe do Estado-Maior Naval “assinou uma carta de intenções que dá início a esta aliança estratégica de cinco anos para proteger comunidades globais partilhadas e fortalecer a segurança regional”, afirmou a embaixada dos EUA num comunicado.