SANÇÃO ESTRANGEIRA. A advogada e influenciadora de Santiago, Agostina Paes, foi presa no Brasil há quase dois meses por insultos raciais Depois que um vídeo viral dele se passando por um macaco na frente dos funcionários de um bar de Ipanema se tornou viral, ele foi ao Instagram para refletir: Dia Internacional da Mulher.
No início de sua declaração, que intitulou de “Dia da Mulher”, Paes observou: “Nestes meses, vi um lado muito cruel do mundo. Vivi e continuo vivendo em situações profundamente violentas”.
Ele então afirmou que “tudo aconteceu a partir do segundo. Eu fui abusado. Muitos falam, mas 1% da história mal sabe. No entanto, meu rosto e meu nome foram mostrados repetidas vezes em todo o mundo, enquanto aqueles que me trataram mal nunca tiveram a mesma aparência, eles me sexualizaram e zombaram de mim“.
O advogado de Santiago deu continuidade à denúncia sobre a violência no processo criminal em que é acusado.Fui/estou sendo abusado no processo legal. Aqueles que deveriam agir com imparcialidade nem sequer consideram o contexto da violência que sofri. como uma mulher estrangeira“que ignorem as evidências e que tudo se limite ao que algumas pessoas dizem”.
A seguir, falou sobre a atuação das forças de segurança brasileiras. “A polícia iniciou uma campanha antirracista 4 dias depois, sem ter qualquer contexto, nem ser condenada, ao gravar alguns segundos de vídeo. E não, não sou racista”, escreveu.
Paez, 29 anos, veio ao Brasil como turista e se tornou um um caso que a justiça brasileira parece ter tomado como uma bandeira contra a impunidade racial. Acusado de fazer gestos de macaco diante dos funcionários de um bar no Rio de Janeiro, um insulto racial que não tem fiança no Brasil, ele continua em prisão domiciliar com uma bateria eletrônica.
Conforme publicado A NAÇÃO Há poucos dias, a jovem tentou uma explicação que misturava arrependimento com sentimento de armadilha. Segundo pessoas próximas a ele, os gestos racistas foram uma resposta “cortante” ao que ele considerou uma fraude. pelo bar de Ipanema e por sua condição de estrangeiro por conta do atentado anterior. “Ele cometeu um erro, ao invés de ir ao departamento de polícia, tentou fazer justiça com as próprias mãos e respondeu ao que considerou uma armadilha”, disseram aqueles que o rodeavam.
Em sua postagem no 8M de hoje, Paez reclamou mais uma vez do tratamento. “Violência nas palavras, julgamentos públicos, mensagens de ódio e até os mais terríveis desejos dirigidos a mim. Ameaças de morte, estupro, me bater“, ele elaborou.
“Mas também aprendi alguma coisa. o poder de uma mulher. Por que? Embora tentem me derrubar, me humilhar, me atacar e me silenciar, ainda estou aqui“, enfatizou o advogado detido no Brasil.
Em outra seção, Agostina disse:Tem dias que sinto que não aguento mais, não aguento, quero morrer.. Mas reúno forças e decido continuar de pé, para enfrentar o que tenho que fazer. São muitas batalhas que passamos em silêncio. Mas não vamos deixar que isso nos tire a força ou a coragem para continuarmos de pé.”
Por fim, afirmou que confia em “Deus, que é testemunha e que o colocará no seu lugar. O Dia da Mulher não é comemorado, é comemorado porque nasceu da luta das mulheres que enfrentam a violência, a desigualdade e o silêncio”.
Há poucos dias, o advogado de Paez, Sebastian Robles, negou os rumores de levar a julgamento o caso contra a jovem e anunciou que aguardam a decisão de habeas corpus apresentada há semanas.
A rede de contenção de Agostina foi hoje reduzida por várias pessoas. Seu pai, Mariano Páeze sua irmã, Justina, já retornaram à Argentina após um breve encontro em solo brasileiro. No Rio, o advogado está acompanhado de um amigo carioca que se encarrega de levar-lhe mantimentos e auxiliá-lo em suas necessidades mais básicas, já que a própria medida cautelar limita seus movimentos ao mínimo essencial.
“Ele está assustado, nervoso e muito assustado”, disse a advogada brasileira Carla Junqueira ao LA NACION nas últimas horas. que administra o governo de defesa e a estratégia de relações internacionais. Junqueira, que viajará ao Rio de Janeiro na próxima semana para se reunir com seu cliente e autoridades consulares na Argentina, acredita que Payes se sente perseguido, como disse a jovem ao Today. sua postagem no Dia da Mulher. “Há uma situação de detenção que afeta o seu psiquismo”, explicou o advogado.
O caso de Paez enfrenta um muro legal recentemente erguido. No Brasil, depois que 14.532 leis foram sancionadas em 2023 sob a atual administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os insultos raciais foram equiparados ao crime de racismo. Isto transformou uma figura que anteriormente tinha sido libertada sob fiança num crime inadmissível e inalienável. Atualmente, as penas para esse tipo de crime variam de 2 a 5 anos de prisão, além de multas financeiras.
“Há uma resistência enorme do Ministério Público para que ele não fique impune.Junkeira avisou. Nesse sentido, o influente sofreu um revés esta semana, quando o Ministério Público anunciou oficialmente que ele poderá retornar à Argentina para continuar o processo a partir daqui.