Frederico Valverde está tendo um dos momentos de maior pontuação de sua carreira, se unindo como peça central Real Madrid e na seleção uruguaia, sendo capitão regular em ambas as seleções. Nesse contexto, o meio-campista concedeu uma extensa entrevista no ciclo terapia picanteonde combinou memórias pessoais, anedotas de vestiário e definições de seu futuro. Entre as passagens mais marcantes ele restaurou um episódio que viveu nos primeiros tempos na Espanha; Luca Zidane está lesionadofilho de Zinedine Zidane, então técnico do time titular.
“Machuquei o ombro de Luca Zidane. Queria morrer, pensei que ia ser expulso, machuquei o filho do Zidane“Valverde disse que se lembrou de um treino quando um de seus chutes foi parar no goleiro. O uruguaio descreveu o momento como um misto de surpresa e medo, percebendo a gravidade simbólica da situação. “Alguns goleiros se machucaram com meus chutes. Acima de tudo, dá de ombros”, acrescentou, explicando seu poder de soco.
Essa memória faz parte da sua difícil adaptação ao futebol europeu. Valverde também recuperou um rebote Penarol para Castela. “Foi uma pena enorme. Isso me matou. Eu pensei. “Não sei o que estou fazendo aqui.”Disse ele, referindo-se ao contraste económico e cultural com os seus novos colegas. A cena no estacionamento, com camarim repleto de carros sofisticados e de marcas caras, foi um divisor de águas em sua carreira.
Em outra parte da entrevista, temperada com molhos picantes que ele experimentou com o entrevistador, o foco mudou para uma pergunta recorrente: sua conexão com River. Durante anos circularam imagens dele com a camisa do clube e opções de um possível futuro na Argentina. O próprio jogador de futebol explicou a génese da relação, longe de qualquer especulação recente. “Para que todos entendam por que falamos tanto de River e por que tenho fotos e camisetas de River. É porque o futebol uruguaio não foi exibido para todo o público na minha casa, foi pago. E não sei por que você poderia assistir ao futebol argentino“, observou ele.
Essa circunstância determinou seu uso do futebol na infância. “Nunca consegui ver o Peñarol. E goste ou não, você não pode se informar, não pode ver, não pode sentir. E eu via River todo fim de semana“, explicou. A partir dessa rotina foi criada uma identidade que ganhou visibilidade pública ao longo do tempo.É por isso que me tornei um grande fã ou seguidor de River. Porque cresci assistindo futebol argentino durante toda a minha infância. Para mim, o futebol argentino sempre foi o melhor“, completo.
No entanto, Valverde deixou claro qual é a sua prioridade emocional em termos desportivos. “Eu amo o Peñarol porque minha família era toda do Peñarol“, anunciou, e depois tomou uma posição específica em relação ao seu futuro.”Gostaria de conquistar algo importante no Peñarol antes de encerrar minha carreira no futebol.Ele foi ainda mais longe, descartando uma possível rodada de Nunes;Eu até iria de graça… mas Peñarol! Para o rio, não“.
Os anúncios foram feitos em uma troca tranquila com seu colega. Mina Boninoque manifestou o desejo de vê-lo no clube argentino. Esse contraste revelou naturalmente a tensão entre o emocional e o profissional que permeia a carreira de um meio-campista.
A entrevista também deixou espaço para outros reconhecimentos. Valverde enfatizou o impacto Oscar Washington Tabares Em seus primeiros passos na seleção uruguaia. “Ele me ensinou os valores da vida e como dizer “bom dia” e “obrigado”Ele disse: Além disso, apreciou muito o trabalho do atual treinador. Marcelo Bielsa, na frente do escolhido.Ele sabe chegar a um jogador, não da mesma forma que os outros treinadores, mas de uma forma diferente.“.
Numa jornada que combinou intimidade e futebol, em entrevista descontraída, Valverde explicou os bastidores de sua ascensão. Do chute que feriu o filho da lenda até a identificação com o River e suas raízes no Peñarol, o uruguaio acompanhou a história de sua trajetória.