A morte de Carlos Alberto Solari, mais conhecido como Indio Solari, que sofria da doença de Parkinson, trouxe à tona a falta de uma cura definitiva para esta doença e dúvidas sobre os primeiros sintomas, diagnóstico e tratamento.
Dentro desse quadro, João FerrarioUm doutor em ciências biológicas e investigador especializado nesta patologia explicou há algum tempo LN+: que, “Embora 90% dos casos apareçam entre as idades de 50 e 60 anosexiste um componente genético que pode predispor ao aparecimento dos sintomas”.
“O primeiro sintoma perceptível é a rigidez muscular”, disse Ferrario. “É muito difícil detectar à primeira vista”, disse ele, acrescentando que “Apenas 10% dos casos detectados têm origem hereditária“.
Segundo a análise do especialista, “nestas situações específicas, a doença pode surgir muito mais cedo do que o esperado. Mesmo a partir dos 10 anos ou na faixa dos 30 aos 40 anos“.
Referência de Hollywood
Um exemplo icônico desta variante genética é um ator Michael J. Fox:que lida com a doença desde a juventude e se tornou um líder mundial na luta contra o Parkinson.
Recentemente, a visibilidade de sua condição voltou às manchetes após um episódio emocionante no set de Unfiltered Therapy, onde Fox ficou profundamente comovido com o gesto de Harrison Ford. comprovando a importância do apoio e da compaixão em um ambiente profissional para quem está passando por esse processo.
“Pessoas com Parkinson têm problemas motores, mas não problemas cognitivosexceto em casos específicos. Mentalmente, eles estão em condições ideais”, disse Ferrario.
Questionado sobre qual é o estigma da doença, o especialista disse que “a maioria dos pacientes sofre discriminação no local de trabalhoNesse sentido, o pesquisador enfatizou a ideia de que o Parkinson anula as habilidades de uma pessoa.
Segundo o doutor em ciências biológicas, “há uma tendência social de afastar as vítimas do trabalho. sob a falsa suposição de que eles não podem levar uma vida normal sob tratamento“.
O papel da Argentina e as possibilidades da operação
nos estudos de LN+:Ferrari avisou que Nem todos os pacientes são candidatos a procedimentos cirúrgicos.
“Nem todos os casos de Parkinson são passíveis de cirurgia– disse o especialista, ressaltando que o tratamento deve ser abrangente e adaptado a cada fase da doença.
Neste contexto, a Argentina ocupa um lugar privilegiado no mapa regional da saúde. O pesquisador enfatizou que O país é considerado um “farol” em termos de tratamentos disponíveis e a qualidade de seus profissionais.
Ao identificar a forma mais eficaz de ajudar um paciente com doença de Parkinson, ele aconselhou “transferi-los para centros especializados em movimentos anormais“.
Para encerrar, Ferrario insistiu em uma ideia. mas também para lutar contra os preconceitos que ainda existem na sociedade“.