O ato de dormir é um dos momentos de maior vulnerabilidade humana. Enquanto descansamos, o corpo e a mente buscam refúgio da tensão acumulada durante o dia. Como resultado, um hábito aparentemente difundido atraiu a atenção de psicólogos e especialistas em medicina comportamental. a necessidade de cercar, recolher ou abraçar vários travesseiros na cama.
Para os profissionais de higiene do sono, a quantidade de travesseiros responde principalmente às necessidades ergonômicas e de alinhamento corporal. Shelby Harris, psicóloga clínica especializada em medicina comportamental do sono, abordou esse comportamento com uma abordagem altamente funcional.
Nesse sentido, ele explicou que colocar travesseiros em ambos os lados do corpo ou sob os joelhos é uma técnica comportamental eficaz; “treinar” o corpo para manter posições saudáveispor exemplo, dormir de costas para evitar dores musculares e refluxo estomacal. Deste ponto de vista, os travesseiros não escondem lesões, mas sim Eles atuam como auxiliares mecânicos.
Porém, quando o hábito persiste além do conforto físico, a psicologia clínica encontra explicação na neurobiologia do estresse e na regulação emocional. A especialista da Academia Americana de Medicina do Sono, Dra. Stephanie Silberman, observou que cercar-se de elementos suaves causa: “efeito ninho”. Sentir a pressão suave e a textura dos travesseiros contra a pele ativa o sistema nervoso parassimpático. Esse reduz os níveis do hormônio do estresse cortisol e estimula a liberação de oxitocinaque promove uma profunda sensação de calma e segurança, o que é importante para evitar o cansaço mental antes de dormir.
Essa busca pela limitação física está diretamente relacionada a um dos pilares da psicologia do desenvolvimento, a teoria dos objetos transicionais, proposta originalmente pelo psicanalista Donald Winnicott em sua obra. Realidade e jogo (1971). Winnicott descobriu que as crianças usam cobertores ou bichos de pelúcia como âncoras emocionais para lidar com a ansiedade de separação. A pesquisa psicológica moderna mostrou que este mecanismo de defesa permanece ativo na idade adulta. Durante períodos de alto estresse emocional, solidão ou transições difíceis, Os adultos recorrem inconscientemente aos travesseiros como substitutos táteis que fornecem uma base segura. enfrentando a vulnerabilidade da noite.
Concluindo, dormir com muitos travesseiros não tem um significado único ou um julgamento psicológico estrito nos manuais clínicos. De acordo com especialistas em sono. Este hábito justifica-se como uma resposta adaptativa e inteligente do nosso corpo.. Seja para acalmar a coluna após um longo dia ou como mecanismo externo de regulação emocional para aliviar a ansiedade através do toque, As almofadas atuam como aliadas leais na incansável busca humana por conforto, proteção e descanso reparador..
Por que muitas pessoas abraçam o travesseiro enquanto dormem, segundo a psicologia
Segundo diversos psicólogos, abraçar o travesseiro enquanto dorme Geralmente é um reflexo inconsciente da necessidade de conforto e conexão emocional. Este ato imita abraçar outra pessoa, então dá uma sensação segurança e tranquilidade. Em momentos de solidão, estresse ou ansiedade, um travesseiro pode funcionar como substituto de conforto e âncora emocional.