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Entre aviões, televisões, estúdios de gravação e videochamadas, Carlos Baute vive um dos momentos mais intensos da sua carreira. Colocado em Buenos Aires por várias semanas graças à participação no programa como júri Esse é o meu sonhoo artista aproveita a estadia no país para criar um novo álbum que promete algumas surpresas. Paralelamente, está preparando o espetáculo que será realizado no dia 2 de outubro no Teatro da Ópera.
Com uma carreira de mais de duas décadas, o cantor venezuelano continua apostando em se reinventar sem perder a essência que o tornou um dos líderes do pop latino. em diálogo com A NAÇÃOfalou sobre o vínculo especial que criou com o público argentino, sua química com seus parceiros de ciclo. mais: você: sobre o desafio de equilibrar a exposição na mídia com sua vida familiar.
– Você promove “Quem é melhor que você?” Como surgiu esse tema?
— Eu criei essa música ano passado. Eu tinha algumas letras e estava em Miami e conheci meu amigo Andrés Castro, um grande produtor que fez muitos sucessos e trabalhou com todos os grandes nomes. Fizemos um álbum em 2013 Na caixa de correio do seu coração, então eu trouxe algumas músicas para ele. Quando cantei “Quem é melhor que você/vamos dançar juntos?” ele gostou e me disse. “Vamos com este.” Começamos a fazer arranjos e fomos procurar atmosfera. É uma música que fala sobre um amor muito profundo por alguém que te completa e te faz sentir que não há ninguém melhor com quem compartilhar sua vida. Esta é uma música para sorrir, dançar e sentir o amor verdadeiro.
— É verdade que o álbum que você está preparando terá clássicos regulares com colaborações, além de músicas inéditas?
– Há algo nisso. Não vou estragar a surpresa para vocês, mas sim, existem colaborações com outros artistas e estou muito feliz. Será um álbum muito importante na minha carreira. Além disso, nunca produzi na Argentina. Acho que vou começar a cantar com “I” a qualquer momento (risos).
– A decisão de gravar aqui tem alguma coisa a ver com o que você faz? Esse é o meu sonho?
– Isso mesmo. Eu não poderia vir aqui e depois gravar o álbum em outro país. Meus filhos não me reconheciam mais (risos), então estava tudo perfeito. Além do mais, adoro que cada álbum seja atualizado com um som, com uma vibe. E as crianças com quem faço isso são super novas, têm 28/30 anos, e eu adoro isso.
– Você tem mais de duas décadas de carreira, qual o segredo para ser sempre relevante?
– Sem dúvida as músicas. Somos canções e nada mais. É sempre bom conviver com gente nova para se manter atualizado, então é aqui que o toque da novidade encontra a experiência. Essa fusão é interessante. A mesma coisa acontece quando colaboramos com outros artistas. É legal quando um argentino se junta a um mexicano ou a um colombiano e a um espanhol… Bom, acontece a mesma coisa com a produção musical.
– No dia 2 de outubro o show acontecerá na Ópera. Há quanto tempo você não dá um show aqui?
– Há alguns anos. Na verdade, recentemente estive em alguns festivais em Córdoba e Mendoza, mas em Buenos Aires há alguns anos ou antes. Estamos exibindo o show completo via Zoom. É uma loucura porque meus músicos estão na Espanha então gravam e me enviam áudios e vídeos. Mas ei, eu confio muito neles.
– Como você caracterizaria o público argentino?
– Eles são apaixonados e fãs novamente. Cada vez que saio do programa, me pedem para assinar no braço, nas costas, no ombro, porque querem fazer tatuagem. Eu recuso, mas eles insistem. Então, se quiser, escrevo bem (risos). Assinei três ontem. Então, sem dúvida, são os mais fanáticos. Não é à toa que aqui foram gravados muitos concertos. Madonna, Coldplay, U2, Rolling Stones gravaram aqui.
— Vamos falar do seu papel como jurado de TV, papel que você já desempenhou em outros reality shows… Como você vivencia essa experiência?
– Eu amo. Estou explodindo. Você não sabe que tipo de amizade fizemos entre nós, o júri. Não conhecia o Abel (Pintos), vi ele em algum festival, mas cada dia trabalhar e compartilhar é diferente. Nem Joaquin (Levington) e ele é divino. com quem trabalhei bastante no romance (Os únicosOnde filmei foi com Jimena Baron, eu a conheci muito porque foi gravado todos os dias durante um mês e meio.
– O que o participante precisa ter para você dar luz verde a ele?
– É muito estranho, porque tem gente que chega, senta, não mexe a mão, não mexe o rosto, mas abre a boca e fala: “Meu Deus, como ele consegue cantar assim?” Tem gente que te faz sentir muitas emoções só com a voz. Mas também há pessoas que atuam e que se transmitem de forma violenta com movimento e espetáculo; Eu também gosto muito. Quando o participante chega, ele só precisa me transmitir algumas coisas. Não é mentira sobre “El pelometro” (risos). Meu cabelo deve ficar em pé, senão aconteceu e nada aconteceu. Acredito que a música deveria te emocionar, algo deveria acontecer com você.
– Nos últimos dias, houve intensas polêmicas em relação às substituições. Existem favoritos? Como você se sente com tudo isso?
– Isso me faz rir. Agora, por exemplo, estou com um grande problema porque tenho obrigações em Espanha e o programa foi alargado. Estamos todos felizes porque está indo muito bem, mas não esperávamos que durasse tanto. Tenho um trabalho lá fora, que já tinha fechado, então vai ser difícil para mim estar lá nos últimos dias. Se eu conseguir salvar agendara viagem vai ser uma loucura. Meio que chega na segunda, sai na quarta… esse tipo de coisa. A logística de chegar na hora certa para fazer tudo é difícil. Obviamente eu gostaria disso; Espero que possa estar aí, mas pode acontecer que não chegue.
– Há pouco você confirmou que são esperadas colaborações com outros artistas, certo?meuVocê convidou algum de seus colegas para participar do seu álbum ou programa?
– Claro, claro (risos). Há mais um deles que estará lá. Abel me convidou para um de seus shows. ele estava na Espanha agora e infelizmente não pude ir porque era a comunhão do meu filho. Com tudo que passei, passando tanto tempo fora, não poderia deixar de estar presente. Além disso, eu tinha esses dias contratados porque já tinha avisado que não iria sentir falta deles.
– Tem coisa que não se resigna, né? Como você lida com a questão da distância?
– É difícil. É a coisa mais difícil da minha carreira porque sinto falta de coisas. Por exemplo, ontem as crianças fizeram uma corrida beneficente na escola e os três competiram e eu perdi; Eu vi isso em vídeo. Mas não vou perder a comunhão. São momentos que nunca são revividos, por isso não há dinheiro nisso. Eles não vão esquecer, eu e agora minha esposa também estamos competindo. Ela é cabeleireira e perdi três competições, mas ela cresceu e entende isso (risos). Mas isso não pode acontecer com crianças.
– E em algum momento eles vieram te acompanhar.
– É impossível porque eles estão em aula. Eles não podem faltar às aulas e é uma loucura chegar na sexta e sair na segunda, então não.
– Como estão suas férias em Buenos Aires? O que você mais gosta neste país?
– Eu amo o povo deste país. Tive muita sorte porque desde 2001, que foi a primeira vez, vim muitas vezes visitar e explorar. Houve uma altura em que fazia cerca de 40 concertos e festivais por todo o país e lá me deparei com cidades mágicas. Estive em Calafat, no norte, em Cataratas; Acho que sei mais que a maioria dos argentinos (risos). Eu tive essa alegria. Parece-me uma loucura como país, eles têm tudo. E então, são pessoas maravilhosas. Essas são as duas coisas que levo.
– Você sempre foi um grande exemplo na luta do povo venezuelano. Na verdade, você participou recentemente de um evento em Madrid com María Corina Machado… Você já sentiu que estar exposto politicamente te machucou?
– Já me ofendi, já falei. Quem me conhece sabe a minha posição, que é muito simples. Sempre digo que política é um trabalho super ingrato. Ser político ou fazer política é um trabalho ingrato porque a sua metade está sempre contra você. se você está à direita, à esquerda ou ao centro-direita. É como times de futebol, mas minha visão e minha postura permanecem as mesmas. O dia em que fui a Madrid apoiar Corina Machado foi que quero mudança e democracia na Venezuela. Eu estive aqui e fui embora só por isso; No dia seguinte eu tinha que estar em Los Angeles, então foi uma loucura, mas fiz isso pelo país, pela crença que tenho e pelo que todos os venezuelanos querem; para que haja uma mudança. Queremos democracia e queremos eleições. é isso que queremos.