Uma cidade rural brasileira que reescreveu sua história em 10 anos

Uma cidade rural brasileira que reescreveu sua história em 10 anos

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MATO GROSSO, Brasil.— De uma expansão das fronteiras agrícolas para um sistema integrado que colheitadeira agricultura, pecuária, energia e desenvolvimento urbano, O principal estado produtor do Brasil amostra como o agronegócio pode vez no motor económico e social. Visitei esta região pela primeira vez em 2003. Naquela altura, a imagem dominante era a de uma expansão total da fronteira. máquinas abriam caminho através do Cerrado, limpando e preparando o solo para a soja, que emergia como uma cultura estrela.

Desde então e ao longo dos anos voltei lá Mato Grosso, seja dando conferências ou acompanhando grupos de empresários argentinos interessados ​​em conhecer em primeira mão a evolução deste sistema produtivo. Esta visita não é exceção. hoje viajamos pela região com os produtores do grupo La Reja com um novo exemplo de aprendizagem e análise.

O impulso da fabricante brasileira permanece intacto, mas o sistema evoluiu para um modelo muito mais complexo e integrado.

Mais de duas décadas depois daquela primeira viagem, o postal mudou. A motivação do produtor brasileiro permanece intacta — é percebido em todos os campos, em todas as decisões eficazes, mas O sistema evoluiu para um modelo muito mais complexo e integrado.

A primeira grande reviravolta foi incluindo milho fora de temporada rotação com soja. O que começou como uma segunda cultura suplementar tornou-se uma parte central do esquema de produção. hoje, O milho deixou de ser cultura secundária, passando a ser um dos pilares do sistema agrícola do estado.

Esta expansão foi seguida pela consolidação procura interna. Isto a produção de suínos e aves aumentou muito e encontrei Mato Grosso é o principal fornecedor de grãos. Este desenvolvimento industrial não só agregou valor na fonte, mas também fortaleceu a sustentabilidade do sistema produtivo.

Recentemente, nos últimos cinco ou seis anos, juntou-se um novo ator. usinas de etanol à base de milho. Este fenômeno terminei de fechar o quadro. Os cereais já não são apenas exportados ou utilizados para produção de proteína animal, mas também convertidos em energia, dando origem a novos mercados e a uma maior previsibilidade.

Neste contexto, não é absurdo pensar assim nos próximos anos. o milho continua ganhando prioridade no sistema produtivo, impulsionado por uma demanda estável e diversificada que o torna mais estratégico, até mesmo relativo, em comparação com a soja.

Mas talvez uma das mudanças mais interessantes seja o aparecimento de sistemas integrados de produção. Em diferentes instituições O esquema que une a agricultura e a pecuária começa a consolidar-se. soja e milho em rotação com pasto, engorda caipira e aproveitamento integral de miudezas. Até a burlada proveniente da produção de etanol é reintroduzida no sistema como ração animal.

Como exemplo concreto de onde Mato Grosso está se desenvolvendo, uma visita à empresa Mão Júlio permite-nos compreender o conceito que começa a dominar a região; a economia circular.

A produção nesta instalação é projetada como um sistema integrado onde, na prática, não há desperdício. O esquema começa com a agricultura – soja, milho e algodão – mas se expande para a pecuária com produção de aves, ovos, suínos e bovinos. Eles agregam valor na fonte.

O item mais inovador aparece tratamento de resíduos. As águas residuais da produção de suínos são direcionadas para um planta de biogás, onde são convertidos em energia. Essa energia não só alimenta toda a operação, mas o excedente é injetado na rede elétrica, gerando uma nova fonte de renda.

A cadeia está completa aproveitamento de subprodutos. Os resíduos do processo energético tornam-se fertilizantes orgânicos que retornam aos campos, fechando um sistema em que cada elo reforça o outro.

Contudo, o desenvolvimento de Mato Grosso não se limita às áreas rurais. O crescimento da agricultura impulsionou uma transformação muito mais ampla, da sociedade como um todo. As cidades crescem num ritmo que surpreende até quem já conhece a região. Novos centros urbanos estão surgindo, Os serviços expandem-se e a rede económica que acompanha o dinamismo produtivo consolida-se.

O caso Sinop É paradigmático. Fundada há apenas 50 anos, hoje se destaca 220.000 habitantes. O mais impressionante é que quase 100.000 pessoas aderiram na última década, reflectindo uma aceleração do crescimento raramente vista. Por trás deste fenómeno estão investimentos, oportunidades e uma forte migração interna devido ao desenvolvimento da agroindústria.

O primeiro grande ponto de viragem foi a inclusão do milho cártamo na rotação com a soja, e o que começou como uma segunda cultura complementar tornou-se parte central do esquema de produção.

No entanto, Este sistema não está isento de dificuldades. a pressão de insetos Ainda é muito elevado e há doenças de difícil controle que exigem tratamento cada vez mais intensivo. A isto acresce o difícil contexto económico A rentabilidade da soja é hoje muito baixa. afetaram os preços internacionais e aumentaram os custos de produção.

Delegação da Argentina no Brasil

Em paralelo, as taxas de juros ultrapassam 20%; o que torna o financiamento mais caro e limitante, enquanto algumas empresas começam a resistir dificuldades em conseguir pessoal qualificado para trabalhar na área.

A viagem pelo Mato Grosso deixa uma impressão distinta. o desenvolvimento não é o resultado de um único factor, mas de uma combinação de decisões eficazes, de investimento sustentável e do ambiente que o acompanha.

Neste contexto, as mudanças macroeconómicas que começam a tomar forma na Argentina representam uma oportunidade. Esperemos que sejam o ponto de partida para milhares de empresários agrícolas atingirem o seu pleno potencial.

Mais que um sonho distante Mato Grosso aparece como possível modelo de observação e se adaptar. Por exemplo, como está o agronegócio? Pode tornar-se o motor do país, gerar valor, emprego e desenvolvimento em todo o seu território.

O autor é diretor da Globaltecnos


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