Um professor argentino foi preso por roubar material biológico de um laboratório de virologia

Um professor argentino foi preso por roubar material biológico de um laboratório de virologia

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Um professor universitário argentino foi preso na última segunda-feira por roubar material biológico de um laboratório de virologia no município de Campinas, em São Paulo. Brasil. Neste ponto, as teorias sugerem que o roubo ocorreu devido a uma disputa acadêmica sobre o conteúdo da investigação. A mulher é acusada de fraude processual e transporte ilegal de organismo geneticamente modificado. O marido dela também está sendo investigado. Porém, de acordo com a decisão do tribunal, a mulher está em liberdade.

Soledad Palametta Miller A Polícia Federal do Brasil prendeu um homem no Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) por extrair microrganismos sem autorização, informou a mídia local. OGlobo. Os chamadores estavam em uma instalação de segurança de nível NB3, ou seja. a segunda categoria de isolamento mais estrita para evitar contaminação.

Palmetta foi professor do Departamento de Engenharia de Alimentos, onde trabalhou com a professora Clarice Arns, e roubou material escolaronde não pertencia, levou-o para os congeladores destinados ao trabalho dos seus colegas da Faculdade de Economia e Gestão. As amostras foram encontradas lá pela Polícia Federal.

Na mesma segunda-feira, o material biológico foi enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise. Segundo a EPTV, que teve acesso à gravação da audiência de Soledad Miller, o material roubado: era um vírusrelatórios OGlobo.

Professora Universitária Soledad Palameta Miller

A declaração diz: A Polícia Federal disse que os envolvidos serão acusados ​​de “furto, fraude processual e transferência ilegal de organismo geneticamente modificado”.

Uma investigação começou quase um mês antes da prisãoquando a universidade descobriu falta de amostras patógenos e contatou a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Palametta, 35 anos, tem vasta experiência no trabalho com vírus e é doutora em ciências farmacêuticas. Estudei A Universidade de Rosárioonde se formou em biotecnologia, depois mudou-se para o Brasil. Ele concluiu o doutorado no mesmo laboratório da Unicamp onde ocorreu o roubo.

Ele não é o único suspeito no caso. O professor da Unicamp é casado Michael Eduardo Millerestudioso e ex-aluno de Arns. Miller é sócio da Palameta, startup especializada em usabilidade técnicas microbianas para melhorar a produção agrícolaA empresa, chamada Agrotrix, foi fundada em maio de 2025. A empresa nasceu do programa de incubação da universidade e está localizada no parque tecnológico da universidade, explicou. OGlobo.

“Envie-nos o seu transgene e produziremos o seu vírus.”escreveram nas redes sociais. Os vírus transgênicos são utilizados em pesquisas médicas e veterinárias para tratar certos tipos de doenças. Uma das linhas de trabalho da empresa incluiu o tratamento da “coinfecção viral”, ou seja, promover a competição de diferentes vírus no organismo para reduzir a carga dos patógenos mais nocivos. Outra era melhorar a qualidade da água potável para melhorar a flora intestinal dos porcos.

Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)Unicamp

No momento, não se sabe se o roubo de material da Unicam está relacionado ao trabalho da empresa. No entanto, o currículo de Palameda dizia que ele havia trabalhado com zika, vírus sincicial respiratório, SARS-CoV-2 e vírus influenza. Os vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A, foram manipulados em laboratório, mostrou o estudo do G1 em Campinas.

No seu perfil LinkedIn:Miller garantiu que possui expertise em “detecção, isolamento e manipulação de vírus e outros microrganismos classificados nos níveis de biossegurança 2 e 3, incluindo influenza H1N1, H3N2, H5N1”.

Foram tomadas decisões de busca e apreensão contra os cônjuges. No entanto, Palametta foi libertado por ordem judicial na terça-feiradepois que sua defesa argumentou que era mãe de dois filhos. Miller nunca foi preso.

Entretanto, a universidade emitiu um comunicado afirmando que está a cooperar com as autoridades judiciais e policiais. “Universidade observará rigorosamente as normas processuais e institucionais. Declarações detalhadas sobre a natureza da investigação serão feitas exclusivamente nos autos oficiais do tribunal, tanto internos como externos. É importante ressaltar que todo o material coletado está sob controle e responsabilidade legal da Polícia Federal”, disse.

Colegas de Palameta garantiram OGlobo que o roubo está relacionado à discussão sobre os rumos da investigação. A cientista colaborou com a professora Clarice Arns em três projetos de pesquisa relacionados vírus sincicial respiratório, metapneumovírus aviário e vírus da bronquite infecciosa.

Um dos pesquisadores da Unicamp garantiu à mídia local que a relação entre os profissionais separação devido a uma disputa acadêmicaalgo comum nas colaborações, principalmente naquelas em que os pesquisadores trocam favores como o empréstimo de equipamentos em troca de assinaturas em estudos.

Há indícios de que Arns foi quem chamou a polícia por pessoas desaparecidas depois que um estudante de graduação percebeu as amostras de vírus desaparecidas.


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