Ele parece calmo, ainda processando o que passou. Depois de participar dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão Cortina Tiziano Gravier (23) fez história. terminou em 26º no slalom gigante e em 28º no slalom super G, estabelecendo-se como a maior referência da Argentina nessas modalidades.
Agora radicado na Áustria, onde lhe restam duas provas do Mundial (correu ontem na Eslovénia e fá-lo-á em Courchevel no dia 15), filho. Valéria Mazza perceba que este é um último esforço, a temporada já acabou. “Olho para trás e parece um sonho, tudo o que vivi nas Olimpíadas foi muito intenso. Quando terminaram, me senti extremamente cansada”, admite. OLÁ Argentina!.
– Que emoção prevaleceu?
– Foi uma montanha-russa de emoções. Fiquei um pouco nervoso, tenso mais que tudo, queria muito me sair bem. Acho que foi a primeira vez na minha vida que senti tão profundamente que não estava correndo apenas por mim e pela minha equipe e obviamente pela minha família e amigos me seguindo, mas por tantas pessoas que estavam me acompanhando e prestando atenção, espalhando boas vibrações sem nem me conhecerem. Também fiquei muito animado ao me ver na seleção argentina, assim como na cerimônia de abertura. Por outro lado, fiquei muito feliz por estar no meu melhor. Afinal, você se prepara muito e quando chega lá tudo pode acontecer. Mas o que pensávamos veio à tona.
– O que aconteceu entre as corridas? Porque você estava acompanhado por uma enorme base de fãs liderada por seus pais.
– (Série). Além de apoiarem e quererem o melhor para mim, eles vivenciam isso de forma diferente. Meu velho analisa as estatísticas e a mãe sofre, ela se preocupa mais com eu estar feliz, com saúde e segura do que com o resultado. A realidade é que pude ver mais deles quando tudo acabou. Obviamente no primeiro dia fui ao hotel dele onde ele também estava Pupi Zanettie já tive outras competições, mas quando você não tem cinesiologia em uma corrida, você descansa ou faz uma reunião de equipe. (Pensar). Sou grato por toda essa divulgação porque meu objetivo é contribuir com meu grão de areia para que os esportes de inverno cresçam e o esqui se desenvolva e que cada vez mais crianças queiram se envolver. Sei que não é fácil financeiramente, mas os clubes também ajudam, e porque nem todas as crianças na Argentina têm acesso à neve.
– Como vai a agenda?
– Entre outras coisas, pretendo me formar no final do ano (estudando Negócios Digitais na Universidade de San Andrés). Faltam sete disciplinas, agora estou começando minha tese. Quando estou fora, tento participar de aulas ou acompanhar o material on-line para me manter atualizado. Voltarei no dia 26 e aderirei, eles são muito flexíveis. Quero terminar porque é bom ter mais uma porta aberta para amanhã, mas hoje continuo muito dedicado ao esporte e já estamos pensando nas Olimpíadas de 2030. Quanto ao esporte, vamos passar uma semana em Bariloche em abril para focar com a federação, fazer exames físicos e médicos e planejar a pré-temporada, já pensando na próxima temporada. E no início de maio começa a pré-temporada física em Buenos Aires, então continuo a escola e faço as coisas que gosto, como estar com a família, sair com os amigos, ir ao SIC, onde também tenho grupo, festejar desde que não atrapalhe os treinos, jogar tênis, remar tênis, futebol. Você sente falta dessas coisas quando está fora.
– O amor está esperando por você?
– Não, meus amigos estão me esperando. (Série).
– Não será fácil com tantas viagens.
– No momento não, mas estou aberto, por que não?