SAN CARLOS DE BARILLOCHE: O prefeito desta cidade. Valter Cortezé proibido o comércio ambulante, bem como atividades limpadores de janelas, malabaristas e “trapos”e alegou que estas ações estavam a causar agitação e até atos de intimidação.
As Cortes do Partido União e Liberdade (PUL) observaram que a Secretaria de Segurança “recebeu muitas chamadas do centro de reclamações 103 ao longo do último ano. vizinhos relatam incômodos, distúrbios ou conflitos relacionados pessoas que limpam janelas, fazem malabarismos, etc. nos semáforos da nossa cidade.”
Nesse sentido, Decisão nº 772-I-2026, que foi assinada na segunda-feira desta semanaproíbe “a venda ambulante, a oferta, a prestação ou a realização de serviços de limpeza de vidros, guarda ou conservação de veículos, espetáculos de rua (malabarismo, acrobacia ou similares) ou qualquer outra atividade similar em estradas, cruzamentos, semáforos ou áreas públicas de tráfego de veículos sem a devida autorização do município”.
A resolução se baseia na Lei Estadual nº 5.592 (Código de Contravenções do Rio Negro), que, em seu artigo 15, define “incômodo” (ansiedade, perturbação, obstrução à possibilidade de livre circulação) e “desordem” (confusão, alteração, perturbação, perturbação que viola a tranquilidade pública). Cortes enfatizou que essas práticas, realizado sem licença ou regulamentação especialgeram muitas reclamações de vizinhos por afetarem a segurança rodoviária, a mobilidade do tráfego e o direito à liberdade de circulação.
E ele continuou. “Muitas vezes essas ações resultaram em intimidação, coerção ou ameaças contra motoristas e pedestres, causando insegurança urbana e social.. Da mesma forma, a proliferação deste tipo de atividade implica um perigo potencial para a segurança de condutores e peões, pois provoca distrações, obstrução ao tráfego de veículos e incidentes de trânsito.”
O município começou neste momento atividades diferentes para aplicar a fórmula. Carlos BáezO secretário adjunto de Segurança Urbana mencionou que cerca de 30 pessoas foram notificadas, principalmente nos cantos centrais. “Informámo-los sobre o alcance da decisão, foi elaborado um protocolo de informação e prestamos contas às pessoas identificadas, a quem foi entregue uma cópia do protocolo”, acrescentou o responsável.
Segundo Bais, a maioria dos notificados são jovens, e mais de 50% vêm de outras cidades, enquanto cerca de 40% são de Bariloche. A essa altura, era comum ver malabaristas o ano todo, principalmente em cantos centrais como Quaglia e Moreno. Muitos deles hoje pensam que “todos estão no mesmo saco” e estão preocupados com o seu futuro.
Conectado A NAÇÃOconselheiro da oposição Leandro Costa Bruto (incluindo Bariloche) alertou que tem recebido diversas reclamações de algumas pessoas que realizam este tipo de atividade. “Encontramos essas pessoas Eles são de Bariloche e apresentaram pedido de regulamentação. A verdade é que não há proibição no decreto e a ordem executiva determina que a atividade deve ser regulamentada e registrada. Por isso escrevemos uma carta a exigir a regulamentação”, disse o autarca. Com o pedido de registo, diversas pessoas que trabalham na via pública sublinharam que “exercem atividades de forma legal e como meio de sustento pessoal e familiar”.
Costa Bruten acrescentou que estudou a situação de 25 pessoas. todos são de Bariloche, nenhum deles tem antecedentes criminais ou denúncias contra eles. “O que deveria ser feito não é proibir a atividade, mas sim regulamentá-la e controlá-la. Logicamente, um prefeito mentiroso e golpista ganha mais do que trabalhar no dia a dia.
Conforme consta na decisão. A Câmara dos Vereadores foi solicitada a cadastrar pessoas no cadastro comunitário. “Funcionários do município afirmam que este cadastro não foi criado ou está funcionando. Estamos aguardando o retorno de Cortes de Buenos Aires e que esta situação seja resolvida”, disse Costa Bruten. Sobre os alegados conflitos, motins e atos de intimidação, afirmou que “não há reclamação do município”.
Enquanto isso, o conselheiro Roxana Ferreira (Nos Une) concordou com a necessidade de fazer decisão que regulamenta a atividade. “Esta decisão, como muitas outras resoluções do autarca, não tem fundamento. Não tem queixas. Além disso, é discriminatória. Quem vem daqui trabalha, e quem não vem, não. Agora a autoridade depende do executivo. Ainda ontem, um dos associados de Cortes disse que quem quiser trabalhar como limpa-vidros ou malabarista tem de pagar “Higiene e Controlo”. Não têm negócio maluco, trabalham de graça”, alertou.