O grande escritor argentino, o reflexo dos labirintos e, curiosamente, dos espelhos, Jorge Luis Borges Ele é redescoberto todos os dias não só nas histórias que escreveu, mas também nas entrevistas que concedeu.
Então a conta @borgespalooza exibiu uma entrevista em que Borges se abriu sobre seu maior prazer (e que não era exatamente escrever), mas sim ler.
A seguir, um bate-papo com um repórter onde ele revela seu amor pelos livros.
BorgesSe penso na minha vida, penso em todas as falas que li. Não me lembro das datas, não me lembro dos telefones que tinha, não sei quanto tempo ficou em algum lugar, estava tudo apagado.
Jornalista: Pensar, não ser como Funes.
BorgesEh, sim, pode ser pensar demais. Ou seja, minha memória vai me deixando, ficam as coisas e os poemas mais preciosos que li. Eu escrevi uma vez. “Deixe os outros se orgulharem do que escrevem, eu tenho orgulho do que leio.” Sim… a confissão de leitores agradecidos e de leitores que permanecem gratos…”
Jornalista: “Mas leitores, sim, leitores não só da Argentina, mas de todo o mundo estão gratos pela sua escrita. Isso, isso é certo…”
Borges. “Um dos episódios mais lindos da minha vida aconteceu comigo há alguns meses. Eu estava andando pela rua Maipu, um estranho me parou e disse: “Borges, quero te agradecer por uma coisa.” “Sim”, eu digo, “e daí?” Por que você tem que me agradecer?’ Na verdade, minha vida está justificada.