A busca de Val Brinkerhoff para fotografar espaços sagrados ao redor do mundo começou com uma curiosidade sobre as formas e símbolos de seus templos e tabernáculos religiosos. “Eu realmente queria entender o que era um templo”, lembra ele. Eu conhecia a perspectiva (dos Santos dos Últimos Dias), mas queria estudar a arquitetura sagrada de muitas religiões diferentes.
A busca levou o então professor assistente de fotografia da Universidade Brigham Young a 45 países ao longo de cinco anos, documentando tudo, desde círculos de pedras na Escócia até mesquitas islâmicas, desde igrejas católicas até pirâmides antigas. Ao estudar as pedras colossais de Stonehenge, as juntas estreitamente anguladas das muralhas incas e as torres imponentes da Europa, ele viu padrões que comunicavam temas de conexão entre a terra e o céu.
Estruturas antigas como Stonehenge e a Grande Pirâmide de Gizé têm alinhamentos exatos com as estrelas e o sol. As torres tradicionais das igrejas cristãs com bases quadradas, seções intermediárias octogonais e topos esféricos representam a progressão dos reinos terrestres para os celestiais.
“É realmente uma linguagem visual”, explica Brinkerhoff. “Eu queria ensinar as pessoas a ler um edifício como um livro e a compreender a linguagem.”
Para Brinkerhoff, 69 anos, compreender a arquitetura sagrada revela o anseio universal da humanidade pelo divino. As estruturas que ele fotografa foram construídas ao longo de milénios por diferentes culturas, mas falam uma linguagem visual comum sobre a nossa relação com o sagrado – uma herança espiritual incrustada na pedra que pode inspirar os crentes de hoje.
Esta história aparece na edição de março de 2026 Revista Deserto. Saiba mais sobre como se inscrever.
















