BRASÍLIA – Enquanto o julgamento por racismo contra a advogada de Santiago, Agostina Páez, chega ao fim horas antes do veredicto no Brasil, A manobra de última hora deu o alarme para sua defesaA denúncia citava nos autos um vídeo viral do pai do acusado, Mariano Paes, no qual ele é visto se passando por um macaco e se gabando de ser ele mesmo. “empresário, milionário, agiota e traficante particular” a fim de justificar a concessão de maiores compensações às vítimas. As fotos foram usadas para buscar pouco mais de US$ 150 mil em restituição da família.de acordo com as alegações finais apresentadas hoje, às quais teve acesso A NAÇÃO.
O documento de 15 páginas apresentado por Tamara Fezholo, promotora assistente de acusação. revela uma estratégia que visa alcançar uma sanção económica mais severa. O protesto optou por visar o alegado poder económico da família Payes, centrando-se na figura do pai, que: confrontado com o pagamento da fiança depositada na conta relativa ao processo penal depois de premiar você tem um corpo o que permitiu que Agostina voltasse ao país na semana passada.
Uma gravação recente de Mariano Paez ecoa o gesto de sua filha Foi descrito como “uma clara afronta à justiça brasileira”. e falta de respeito pelas vítimas”, diz a carta assinada por Fezholo. usou as palavras daquele vídeo como argumento para apoiar o valor solicitado pelo ministério público.
Nos argumentos apresentados ao juiz, o advogado afirmou que Mariano Páez foi flagrado “se gabando de ser ‘empresário, milionário, agiota e traficante particular’. A isso, acrescentou que Agostina Páez “demonstra um elevado padrão de vida através das suas redes sociais, como comprovam as constantes postagens sobre gastronomia, moda e viagens pelo mundo diante de dezenas de milhares de seguidores”.
“Neste cenário, levando-se em conta as circunstâncias do caso, bem como o caráter pedagógico, que deverá nortear a determinação do valor do dano moral”, finaliza a apresentação.como resultado “proporcional e razoável o valor solicitado pelo Ministério do Estado”. estimado em cerca de US$ 38 mil, ou 120 salários mínimos, por vítima.

A advogada brasileira Carla Junqueira, que lidera a defesa de Paes, previu isso emitirá um desafio formal Na Vara Criminal nº 37 do Rio de Janeiro, chefiada pelo Desembargador Guillerme Duarte, considerando que as alegações finais da denúncia deveriam: “renúncia a vários aspectos”conforme estabelecido A NAÇÃO.
Do ponto de vista processual, a defesa alega que o documento foi apresentado fora do prazo, pois foi lavrado com assinatura digital na noite de domingo. Além disso, ele questionou “Pretende-se incluir provas num processo cuja fase de prova já está encerrada”.
Junqueira alertou ainda para “a fragilidade do acervo probatório em tentar inflar o custo da reparação de danos que nem sequer estão comprovados”.
“Existe legislação anti-racismo para proteger eficazmente as vítimas, mas não deve ser distorcido para aproveitar situações vulneráveis para obter benefícios económicos desnecessários”, afirmou o advogado, antecipando a estratégia que irá prosseguir perante o tribunal.
Fezolo, por sua vez, explicou A NAÇÃO aquele vídeo do Mariano Paez “Citado no arquivo como forma de contextualizar acontecimentos recentes e mostrar o impacto negativo do caso, especialmente na extensão dos danos causados às vítimas”.
O início do episódio aconteceu na madrugada do dia 14 de janeiro de 2026 em um bar de Ipanema, no Rio de Janeiro. Funcionários da instalação disseram que após uma discussão sobre o projeto de lei, Payes gritou palavrões e fez gestos imitando um macaco no meio de uma via pública, cenas que foram capturadas por câmeras de segurança.
As estratégias de defesa para questionar a certificação de dano moral não se limitam a declarações oficiais.

Para fundamentar o suposto dano psicológico sofrido pela caixa Beatriz da Silva Pereira, de 43 anos, e um dos quatro denunciantes; Um atestado médico foi anexado à denúncia no domingo. O documento afirma que a funcionária apresentava padrão compensável de hipertensão e ansiedade. “com episódios de ideação suicida” após supostas calúnias raciais.
O certificado é assinado por Adriano Augusto Gentini, que atua como especialista em geriatria e clínica médica. A defesa questionará se um quadro dessa natureza é autenticado por profissional dedicado ao atendimento geriátrico em paciente totalmente adulto.
em mensagem enviada para A NAÇÃO no domingo Agostina Paes disse que isso a deixou “triste”. e expressou medo de que o vídeo de seu pai se passando por macaco o prejudicasse no processo.
A defesa enfatizou ainda que de acordo com a jurisprudência consolidada dos tribunais superiores brasileiros: Em casos de racismo, os danos morais costumam ficar em torno de US$ 6 mil. com valores variando de US$ 1.000 a US$ 2.000 na maioria das decisões. Neste quadro, eles argumentam que A fiança já prestada no caso, cerca de US$ 18.800, deve ser suficiente para cobrir eventuais danos civis, mesmo que o juiz tenha considerado múltiplas vítimas.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) evitou especificar prazo para a resolução do caso, mas confirmou em mensagem enviada: A NAÇÃO esta segunda-feira, quando o processo será enviado ao juiz para sentença logo após serem apresentadas as alegações finais de apoio à acusação.