A advogada de Santiago, Agostina Paes, chegou à ArgentinaApós um voo vindo do Rio de Janeiro que pousou no Aeroporto Jorge Newbery às 19h10. “Vivi meu retorno com muita ansiedade, mas é incrível estar de volta. Eu mal podia esperar para chegar lá. “Agora estou tranquila porque estamos aqui em Buenos Aires”, disse a jovem em suas primeiras palavras ao retornar ao país. Depois de ser detido no Brasil por dois meses e meio sob acusação de insultos raciais.
Viajou com a advogada brasileira Carla Junqueira, o advogado argentino Sebastian Robles e seu pai Mariano Paez. “Me desculpe, eu reagi mal. Apesar do contexto e de tudo, lamento ter reagido dessa forma”, acrescentou o influenciador.
Há pouco tempo o clima estava bastante tranquilo no setor de desembarque internacional do Aeroparque. Além dos jornalistas convidados pelo jovem de 29 anos, quase não havia passageiros. Ao chegar, alguns se surpreenderam com o aparelho.
“Eu quero chegar ao meu estado Santiago del Estero, conhecer minha família, amigos e nada maisPaes disse durante conversa com a imprensa.
Sua odisseia começou no dia 14 de janeiro, na porta de um bar em Ipanema. Uma jovem foi gravada fazendo isso gestos racistas que imitavam os movimentos de um macaco direcionados aos funcionários da instituição. O incidente rapidamente se transformou em um caso criminal sob as rígidas leis de difamação racial do Brasil.
A disputa deu origem a um caso que originalmente acarretava uma possível pena de até 15 anos de prisão. Mais tarde, durante a sessão, as partes e até o Ministério Público reduziram o número de crimes de que era acusado, o que reduziu a pena possível para 2 anos. substituível por serviço comunitário e pagamento de compensação financeira às vítimas. O processo poderia continuar com Payez na Argentina.
Mas enquanto aguardava o juiz do caso, Guillerme Schilling Pollo Duarte, da 37ª Delegacia Penal da capital, assinar o documento de soltura, tudo atrasou. Finalmente, a jovem na última segunda-feira recebeu habeas corpus Na Oitava Câmara do Rio de Janeiro. Lá, o camareiro Luciano Barreto Silva deu provimento ao recurso e questionou a atuação do juiz de primeira instância, um forte impulso à estratégia de defesa de Páez.
Esta decisão não só lhe permitiu retirar o gengibre eletrônico e restaurar seu passaporte, mas também o autorizou diretamente a retornar à Argentina.
Sobre essas contramedidas, Paes disse não saber realmente o que aconteceu. As exigências do juiz e da acusação não faziam muito sentidomas eles são resolvidos mais tarde”, disse ele.
Quando questionado sobre como a mídia brasileira agiu, ele disse: Eu sou um inimigo público“.
Para reverter os cuidados que lhe permitiram retornar ao país, ele foi obrigado a pagar cerca de US$ 20 mil e declarar endereço atualizado na Argentina.
Páez enfatizou que pediu desculpas a todos os envolvidos, mas apenas um os aceitou durante a audiência. “Pedi desculpas a todos. Mesmo que as pessoas dentro do bar tenham feito muitas reclamações falsas, eu ainda pedi desculpas. E uma das pessoas que aceitou minhas desculpas foi aquela que disse mais tarde:
Com todas as emoções acumuladas nos últimos dois meses e meio, tremendo, A mulher de Santiago ficou emocionada e chorou. “Imagine que eu fiquei 15 anos preso. Eu estava com medo. E não era só o medo de ir para a cadeia, mas também o medo de sair para a rua.”
Na sua opinião, a punição foi “100% social”. Questionado se pretende processar o governo brasileiro por usar sua imagem na campanha, ele disse que não sabia.
Aliás, no julgamento da Câmara, Barreto Silva criticou duramente a rigidez da 37ª Vara em manter em vigor as medidas cautelares apesar do estágio avançado do caso. O juiz questionou a necessidade de ampliar o monitoramento eletrônico, o que foi interpretado como uma validação das alegações da defesa, e ordenou que o juiz libertasse Duarte sob fiança e um endereço legal onde Paez aguardaria julgamento por injúrias raciais.
Mariano Paes considerou incompreensível o vai e vem da justiça brasileira. “Não está claro porque havia uma fórmula. Depois de duas horas, eles trocam e desfazem. Isso nos assusta, ficamos muito nervosos e falamos que está acontecendo alguma coisa estranha. Além disso, tudo volta ao contrário em menos de duas horas. Os advogados, Carla Junqueira e Sebastian Robles, e outro grupo de advogados que também aderiram, estão a começar a trabalhar”, explicou.
“É um caso difícil. Eu tinha medo da justiça do Rio de Janeiro. Percebi que, pelo menos no primeiro momento, Eu estava respondendo a um protesto social, Ele respondeu à opinião pública. Este incidente se tornou muito viral no Brasil. Por isso, fiquei preocupado com a aplicação estrita da lei e com a influência da opinião pública. Isso me incomodou muito”, explicou Junqueira A NAÇÃO.
“Acho que o incidente se tornou viral também porque Agostina era argentino, não porque haja animosidade contra os argentinos no Brasil, o que há entre os dois países, há uma proximidade muito grande entre as duas sociedades.
Quanto ao valor que Payes terá de pagar no final do julgamento, o advogado Robles explicou que ainda não é conhecido. Ainda não foi dado o veredicto final, que o decidirá. A pena pode ser alterada para multa e pode ser dada ou não indenização pecuniária”, explicou o advogado.
O jovem influenciador permanecerá em Buenos Aires até esta quinta-feira, quando embarcará em outro voo de volta para sua casa em Santiago del Estero. “Eu me senti tão impotente. Fiquei muito triste. Eu tive um momento ruim. Foram alguns meses muito difíceis para mim e ainda não consigo acreditar que estou aqui. Nunca tive tranquilidade porque não sabia até o último minuto se iria acontecer alguma coisa, se alguma coisa faria tudo voltar atrás e eu não conseguiria voltar para a Argentina”, finalizou.