Persistência do superaquecimento no iPhone 15 Pro e as mudanças radicais do futuro dobrável

Ciência e tecnologia

Apesar das promessas de correção feitas pela Apple em outubro do ano passado, proprietários do iPhone 15 Pro continuam enfrentando problemas crônicos de superaquecimento. A gigante de Cupertino havia atribuído a falha a uma sobrecarga do sistema causada por aplicativos de terceiros, como Instagram, Uber e o jogo Asphalt 9, lançando a atualização iOS 17.1 como a solução definitiva. No entanto, passados quatro meses e com o sistema já na versão 17.4, relatos de temperaturas elevadas persistem, frustrando consumidores que esperavam estabilidade em um aparelho de alto custo.

O dilema térmico: software ou hardware?

Informações divulgadas pelo site Notebookcheck sugerem que, internamente, técnicos da Apple estariam classificando esses episódios de aquecimento como “comportamento esperado”, embora a empresa não confirme essa postura publicamente. Nas redes sociais, a narrativa dos usuários contradiz a normalidade: o aparelho esquenta mesmo durante tarefas triviais, como o uso da câmera ou execução de jogos leves, e não apenas em situações de estresse extremo do processador.

A Apple tentou mitigar as críticas assegurando que a nova estrutura de titânio e a subestrutura de alumínio dissipam calor melhor que o aço inoxidável das gerações anteriores. Contudo, a eficácia das correções de software permanece questionável. Enquanto o Instagram atualizou seu aplicativo rapidamente em setembro, desenvolvedores de outros apps citados, como a Gameloft, mantiveram silêncio. Curiosamente, alguns usuários conseguiram contornar a falha restaurando as configurações de fábrica, o que reforça a tese de um bug persistente no sistema. Por outro lado, há quem tenha trocado o dispositivo físico e, após pouco tempo de uso, visto o problema retornar, deixando no ar se o defeito é de design ou programação.

Um futuro dobrável e a necessidade de novos hábitos

Enquanto lida com as questões térmicas da geração atual, vazamentos recentes vindos da China indicam que a Apple prepara uma revolução ergonômica para seu inédito “iPhone Fold”. Se os rumores se confirmarem, o lançamento não trará apenas uma tela flexível, mas obrigará os usuários fiéis da marca a reaprenderem a usar o telefone. A disposição clássica de botões, mantida por anos nos modelos tradicionais, deve ser completamente alterada devido às limitações físicas da dobradiça.

De acordo com o leaker Instant Digital, o lado esquerdo do aparelho — onde historicamente ficam os controles de volume e o botão de silenciar (ou o novo Botão de Ação) — será totalmente limpo, pois é ali que ficará o mecanismo de dobra. Isso forçará a migração das teclas de volume para o topo do dispositivo, em um layout similar ao do iPad mini. Já o lado direito deve abrigar o botão lateral com suporte a Touch ID e o novo Controle de Câmera, referido nos vazamentos como “botão de IA”.

Design ditado pela física

Essas mudanças estruturais impactam diretamente a memória muscular de quem usa iPhone há anos. Ações cotidianas como tirar screenshots, ajustar o volume ou desbloquear a tela exigirão uma nova dinâmica manual. Além disso, o módulo de câmeras traseiro também sofrerá alterações: prevê-se um arranjo horizontal com duas lentes posicionadas à esquerda, possivelmente em um acabamento preto contrastando com a cor do painel traseiro, que por enquanto tem o branco como única cor praticamente confirmada.

Embora a Apple não comente vazamentos, a lógica por trás dessas alterações é sólida. A dobradiça ocupa um espaço interno precioso, inviabilizando a colocação de botões na lateral esquerda, assim como já ocorre em concorrentes como o Galaxy Z Fold 7. Ao que tudo indica, o futuro do iPhone exigirá adaptação tanto dos engenheiros, para resolverem os problemas de aquecimento atuais, quanto dos usuários, que terão de se acostumar a uma nova forma de interagir com seus dispositivos.