O primeiro sinal de alarme foi uma explosão muito intensa, seguida por várias outras explosões. É assim que os vizinhos são Mariano CostaA cidade de Merlot, onde ocorreu um incêndio em um armazém de jarras esta manhã. As autoridades de saúde do estado informaram que há quatro feridos, dois com ferimentos leves e dois com ferimentos mais graves. Os casos críticos incluem um menor que foi submetido a uma cirurgia devido a um ferimento na cabeça.
Como disse o prefeito ao LA NACION, o depósito era confidencial e atualmente seu proprietário foi preso e está à disposição da Justiça. A investigação está sendo realizada pela Unidade de Instrução Operacional nº 2 do Departamento Judiciário de Morón, chefiada pelo promotor Fernando Capello.
Marcelo, dono de uma barraca próxima, recriou a sequência em sua casa. “Eram quinze para as sete, foi a primeira expansão do barulho, tudo tremeu, cinco minutos depois começou o incêndio e as explosões soaram uma após a outra”, destacou. “Garrafas voavam pelo ar, isso era o mais sério.”. “Um entrou pelo telhado da minha casa”, disse ele.
O vizinho decidiu evacuar a família. “Fiquei enchendo baldes, preparei mangueiras em caso de incêndio, depois tiramos as crianças e os animais, carregamos o que pudemos e fomos para o canto”, descreveu. Os funcionários do armazém eram conhecidos no bairro. “Eles são vizinhos, moram perto, todos nos conhecemos”, acrescentou.
As explosões aconteceram quando muitas famílias saíam para estudar e trabalhar.
Entre as vítimas está Patrícia, que disse que as três casas de sua família foram danificadas. “Meus filhos moravam com os companheiros, perdi tudo”, disse ele. Seus filhos estavam no local no momento das explosões. “No começo eles pensaram que era vento, depois viram como as garrafas voavam e fugiram”, disse ele. De acordo com seu depoimento. casas foram destruídas. “A minha casa não é lá, não é da minha filha nem da minha nora”, disse.
Ele também mencionou o caso do adolescente ferido do bairro. “Dizem que a primeira garrafa que caiu bateu na cabeça dele”, explicou. Vizinhos identificaram o menor Thiago Vera.
O trânsito na região continua completamente interrompido e o perímetro permanece isolado por meio de uma operação envolvendo carros de bombeiros, ambulâncias, viaturas policiais e pessoal da defesa civil. Durante vários quarteirões, muitos vizinhos se reúnem nas esquinas, observando de longe e aguardando informações sobre o ocorrido.
Cecília Canterogarantiu o morador da região A NAÇÃO quem ligou primeiro para o corpo de bombeiros? Ele mostrou a gravação no telefone: a ligação foi feita às 18h59.
No exato momento em que ocorreu o incêndio, ela, o marido e os filhos passavam por aquele local. “Vimos quando os dois primeiros meninos saíram, estavam todos queimados, depois saiu outro e também foi queimado. Meu marido parou e disse: o que devo fazer? Naquela época, explicou ele, a magnitude do que estava acontecendo ainda não era percebida. “Quando começamos a ver que os vizinhos estavam a sair, estava cheio de carros, todos queriam ajudar, fomos até à porta, já havia muito movimento”, acrescentou.
Cantero disse ainda que após o incêndio, ela e o marido começaram a perceber outros riscos. “Começaram a mexer-se cabos, postes de luz, curtos-circuitos, disse-me o meu marido. ‘Estamos indo’, quando entramos no carro vimos que a primeira garrafa voou”, disse. Conforme ele descreveu, o movimento na área era constante e o trânsito ficou caótico em poucos minutos.
A princípio, as vizinhas Claudia Lopez e Glória Ramos não sabiam a origem do incêndio. “Saímos e percebemos que era o depósito de garrafas”, explicaram. Eles também relataram que algumas garrafas caíram em casas próximas. “Certa vez, uma sobrinha caiu perto de sua casa”, observaram.
“Primeiro houve uma explosão, depois bum, bum, bum… uma após a outra”, disseram. Conforme descreveram, a situação durou até depois das oito. “Então eles se separaram um pouco, mas continuaram.” Mencionaram também que os tremores foram sentidos nas casas. “As janelas tremiam, a casa se movia”, disseram.
A três quadras do local La Tapera Futebol Clube Tornou-se um ponto de ajuda para os moradores afetados. Mesas foram montadas na propriedade com roupas, sapatos e comida. O presidente do clube, Andres Nicolas Santino, explicou ao LA NACION que após o incidente decidiram abrir as instalações. “Eles são vizinhos para toda a vida, automaticamente abrimos o clube”, disse. Conforme explicou, começaram a receber doações desde as primeiras horas. “Muita gente veio trazer roupa e bens, nós cozinhamos, recolhemos sacos para distribuir”, disse.
Santino também destacou que membros do comitê do clube e vizinhos participaram da organização. “Moramos a poucos quarteirões daqui. Ouvimos tudo. Não imaginávamos que seria dessa magnitude”, explicou. Ele também enfatizou a participação de pessoas de outros clubes e distritos. “Muitas pessoas contribuíram para ajudar”, acrescentou.
Durante o dia, a operação continuou em um local onde a área é isolada e não há acesso de moradores. À tarde, um helicóptero da polícia de Buenos Aires sobrevoou a área para avaliar a extensão do incêndio e as condições da área afetada. Os vizinhos acompanharam a implantação do solo, aguardando informações.
Enquanto isso, o cenário na Rua Constituciónntes continua o mesmo: veículos de emergência, funcionários trabalhando e vizinhos esperando. Muitos estão encurralados desde a madrugada, sem condições de voltar para casa e sem detalhes de quando poderão fazê-lo. A circulação continua limitada e o perímetro continua sob vigilância.