Miniso retorna à Argentina. Depois de uma saída tranquila em plena pandemia, a cadeia de origem chinesa, especializada em produtos de design, casa, tecnologia e acessórios a preços acessíveis, está a redobrar o seu compromisso com o mercado local. Um investimento de 50 milhões de dólares e um plano de abertura de 100 lojas em 5 anos.
A estreia acontecerá em abril ou maio, de volta Abertura da primeira loja na Florida Street e a marca já está fechando negócios para chegar aos principais shoppings e artérias comerciais da cidade.
O regresso será liderado pela mexicana Mini Hub, operadora regional da marca, que já opera mais de 500 lojas em mercados como México, Brasil, Chile e Espanha. O projeto prevê a criação de 800 a 1.000 empregos diretos e uma localização inicial em CABA e na Grande Buenos Aires, com maior expansão para o interior do país.
Fundada em 2013 na China, a Miniso posiciona-se como uma cadeia de lifestyle com uma oferta que combina design, preços acessíveis e uma forte aposta na experiência de compra. O fundador da marca, Jack Yeh, conta que a ideia de criar a Miniso surgiu em 2013, durante férias em família no Japão. Lá, ele descobriu lojas especializadas que ofereciam produtos bem desenhados, de qualidade e acessíveis, muitos dos quais fabricados na China.
O nome da marca também remete ao seu DNA; é derivado da combinação de dois caracteres japoneses que formam a palavra “Meisou”, frase que pode ser traduzida como “algo bonito e simples”, em linha com sua proposta de design acessível e funcional.
Hoje, a empresa tem mais de 7.700 locais em 112 mercados e vendas anuais de US$ 2,45 bilhões.
A marca fez uma breve passagem pelo país em 2019quando abriu sua primeira loja na Florida Street, que fechou definitivamente devido à epidemia.
Em sua nova fase, a empresa se comprometeu a instalar na Argentina um formato comercial inédito para o país. “Não estamos competindo diretamente com nenhuma outra oferta porque temos oferta que inclui tudo, desde bens de mercado a brinquedos, incluindo vestuário, tecnologia e cosméticos.” O Diretor de Marketing da Miniso Argentina, Carlos Jamardo, explicou ao LA NACION.
O modelo também visa transformar a compra em uma experiência. espaços amplos, uma elevada rotatividade de mercadorias e uma lógica mais próxima do entretenimento do que do retalho tradicional.
A descida acontecerá gradativamente. Durante o primeiro ano, a marca irá focar-se nas principais áreas comerciais da AMBA e na segunda fase irá avançar para as principais cidades do interior. O formato das lojas será flexível, com área de 200 a 600 metros quadrados.
O plano prevê ainda a abertura de três a quatro “lojas emblemáticas” com maior oferta e design diferenciado. Uma dessas lojas, segundo a empresa, será a primeira da América com o novo conceito global da marca; 600 m² de espaço, mais de 5.000 produtos e uma “experiência de compra envolvente”.
A chegada da Miniso chega em um momento difícil para o varejista. As últimas medições trimestrais realizadas pela Câmara Argentina de Comércio e Serviços (CAC) constataram 238 vagas vagas para aluguel ou venda nas principais avenidas de Buenos Aires, o que representa um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre as artérias mais afetadas pelo aumento de lojas vagas estão a Avenida Cabildo, com aumento anual de 257,1% no número de lojas vazias, e a Avenida Santa Fé, que sofreu um aumento de 75,8%.
“Embora seja um momento difícil para o consumo, também é uma oportunidade. Se a marca quer crescer no país, então este é o melhor momento para entrar e conseguir boas localizaçõesJamardo explicou.