O setor de eletrodomésticos e eletrônicos vive um momento difícil. marcado pela queda nas vendas, aumento das margens e aumento da inadimplência nos empréstimos. Este cenário, somado ao processo de transformação digital dos negócios, leva ao fechamento de grandes redes de lojas na Região Metropolitana de Buenos Aires (AMBA) e no interior do país.
A última grande ocorrência foi Falência de Garbarino, que o 7º Tribunal Comercial Nacional decidiu pagar aos credores. Os donos da rede histórica, liderados pelo empresário Carlos Rosales. Eles não conseguiram reunir a maioria necessária entre seus credores para aprovar o acordo preventivo e fase perfuraro que possibilitou que terceiros interessados apresentassem ofertas de permanência na empresa.
Enquanto a corrente Frávega fecha duas lojas ‘devido à situação’ localizado em Banfield e Temperley. Segundo notou a empresa, os encerramentos foram “muito pontuais” e de agências que “não se adaptaram ao novo modelo de serviço”, dado que o desenvolvimento do modelo de serviço: escolher requer outro exibir Acrescentaram que abrirão novas filiais em 2026.
A loja está prevista para fechar no final de março. Megatonelada Rosário, Santa Fé. Também fechou uma no bairro Onse, em Buenos Aires, e outra dupla no interior do país.
A On City, por sua vez, interrompeu o funcionamento de 12 agências. Fontes próximas da empresa afirmaram que estão em processo de reestruturação da empresa desde o final do ano passado. Ainda possui mais de 200 lojas. Além disso, conforme observado, os fechamentos estão relacionados a locações que expiram e/ou aumentam em localidades que não são tão rentáveis ou que possuem filial próxima, e 80% do pessoal mudou.
A situação responde a uma combinação de fatores. a mudança para o comércio digital, a pressão sobre as margens devido à concorrência de produtos importados, especialmente de origem chinesa, e o aumento do contrabando. Soma-se a isso o papel de players online como o Mercado Libre, com alto padrão de atendimento baseado em ferramentas como compras protegidas e planos de financiamento parcelado com cartão próprio.
“Você pode competir com eles, mas requer investimento significativo na área de tecnologia e logística”, explicaram as fontes da área.
Isto rentabilidade também ficou ferido. O diretor executivo da rede de eletrodomésticos com presença nacional, que pediu para não divulgar o seu nome, disse: as margens caíram cerca de 50%. Segundo a sua explicação, neste contexto existem empresas com estrutura financeira mais forte e empresas com dívidas anteriores, o que agrava o cenário.
Segundo ele, no ano passado muitos atores começaram a importar mercadorias e depois da queda do consumo a partir de abril, saíram para vender esses produtos a preços baixíssimos. “Isso significou que todos na indústria tiveram que reduzir a lucratividade para continuar vendendo”, disse ele.
Ele também mencionou o efeito das taxas de juros. “Entre junho e setembro, muitos de nós tivemos que nos endividar ou vender cheques. Além disso, os casos de atraso aumentaram”, acrescentou.
Pesquisa realizada pela consultoria EcoGo, compilada com base em dados do Banco Central (BCRA), mostra que A inadimplência dos empréstimos concedidos pelos vendedores de eletrodomésticos atingiu a média de 41% em dezembro do ano passado.. Isto sugere que quase metade dos clientes que financiaram a compra de bens através de uma empresa enfrentam atrasos ou dificuldades na realização de pagamentos.
“A estratégia das empresas foi conservadora e recorreu ao corte dos empréstimos após o forte impacto das subidas das taxas de juro no financiamento. Esta situação, agravada pelo aumento da dívida das famílias e pela queda dos rendimentos reais, abrandou o ciclo de crédito e levou a um aumento acentuado do défice, que ultrapassou os 40%”, explicou Sebastian Menescaldi, diretor da EcoGo.
Os dados de vendas também refletem a deterioração do setor. Segundo relatório da consultoria Vectorial. No quarto trimestre de 2025, a venda de eletrodomésticos e utensílios domésticos em termos reais foi 18,6% inferior ao nível registado no mesmo período do ano anterior. No total do ano, o mercado atingiu um volume de negócios de cerca de 8,5 biliões de dólares (a preços de dezembro de 2025), que aumentou 6,9 por cento em comparação com 2024. No entanto, estas vendas ficaram 6,4 por cento abaixo do recorde de 2023.
O encolhimento foi amplamente utilizado em diversos produtos. Segundo a pesquisa, no último trimestre do ano passado, a chamada “linha branca”, “linha marrom”, “linha cinza” e pequenos eletrodomésticos registraram queda homóloga de 10,1%, 22,1%, 26,8% e 25,2%, respectivamente.
O estreitamento também não diferenciou os canais de vendas. No mesmo período, as vendas caíram 24,4% nas pequenas empresas e redes físicas, 18,6% nas grandes lojas e 13,2% no e-commerce.
Entre as explicações para a queda, o relatório afirma Equalização salarial registada durante 2025que afetou diretamente o consumo.