Sebastien Marcet, o traficante fantasma por trás dos grandes carregamentos de cocaína que passam pela hidrovia, caiu;

Sebastien Marcet, o traficante fantasma por trás dos grandes carregamentos de cocaína que passam pela hidrovia, caiu;

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Sebastião Marcete, o traficante do outro lado do rio se tornou um fantasma. Ele ficou foragido por quase três anos. Nas últimas horas, ele foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele é acusado de ser um dos autores intelectuais do assassinato do promotor durante sua lua de mel na Colômbia..

Isto foi relatado A NAÇÃO fontes oficiais. Na Argentina ele não é procurado por nenhum caso que surja em nosso país, mas seus movimentos são sempre de especial interesse para os investigadores.

A especialidade de Marcet, segundo os autos do tribunal, é transportar drogas em navios cargueiros que percorrem um longo caminho rio acima antes de seguirem para os grandes mercados onde a cocaína é consumida.

Cópia do passaporte uruguaio de Sebastian MarcetO Observador (Uruguai)

Ele está foragido desde julho de 2023. É o homem-chave na logística do tráfico de drogas pela Hidrovia. Desde pelo menos 2021, mais de 40 toneladas de drogas saíram dos portos próximos a Assunção e por aquela rodovia fluvial, acabando por ser apreendidas na Bélgica e na Holanda.

Ele é acusado de ser um dos mandantes do crime do promotor paraguaio Marcelo Pecci, executado por assassinos colombianos e venezuelanos em 10 de maio de 2022, na ilha colombiana de Baru, onde estava em lua de mel.

Em julho de 2023, ele conseguiu escapar da ação de 2.200 policiais que o procuravam em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Ele foi encontrado em uma casa particular onde morava há 10 meses, numa região que é uma das principais produtoras de cocaína do mundo.

Marcette tem mandados de prisão de três países, Uruguai, Paraguai e Bolívia, e é procurado pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos, DEA.

Autoridades bolivianas afirmaram ontem que o traficante uruguaio, que tem a sigla PCU (Primeiro Comando Uruguaio) tatuada em um dos pulsos, teria entrado na Bolívia após o assassinato de Pecci.

Marcet havia deixado o Paraguai, onde estava sob vigilância de um promotor morto no âmbito de uma investigação de lavagem de dinheiro, um dos maiores casos da história daquele país, conhecido como Ultranza PY. Investigadores da Secretaria de Controle de Narcóticos do Paraguai encontraram Marcet e sua família em Santa Cruz de la Sierra.

Marcet lida com drogas com ar de magnata, com gosto extraordinário.Ele tem 34 anos. Ele enfrenta mandados de prisão de cinco países. Sua esposa, Janina García Troche, foi presa em agosto de 2024 no aeroporto de Barajas, em Madrid.

Um fugitivo da justiça jogou futebol sob uma identidade falsa

Os carregamentos de cocaína apareceram na Argentina com o logotipo da organização PCU, organização que Marcet afirma dirigir.que está foragido, após filmar uma fuga de cinema na Bolívia, quando a mansão onde morava foi atacada e ele conseguiu fugir com a família.

Ele usa sua PCU como franquia do poderoso Primeiro Comando da Capital, que vem se expandindo há mais de 20 anos a partir do Brasil. É uma “fraternidade criminosa”, como definiu o escritor e sociólogo Gabriel Feltran em seu livro: Irmãos– que nasceu como uma espécie de “sindicato” das prisões de San Pablo, onde após uma série de pogroms internos, os presos começaram a exigir melhores condições de moradia.

Nascido em San Pablo é o líder dessa “fraternidade criminosa”. Marcos Willians Herbas Camacho. “Marcola” Ele tem 57 anos e está preso desde 1999. foi condenado a mais de 300 anos de prisão.

Ele conseguiu criar uma organização criminosa “moderna” nas redes, que formou utilizando novas tecnologias, especialmente smartphones e aplicativos de mensagens. Ele criou a maior rede de prisioneiros do mundo. Foi assim que ele conseguiu entrar em contato com milhares de “irmãos” nas prisões por meio de comunicação codificada. criou uma vasta rede com forte liderança em prisões no Brasil e em outros países da região, como Paraguai, Bolívia, Uruguai e, cada vez mais, Argentina. O PCC é hoje a maior organização criminosa da América do Sul, e isso se deve em parte aos telefones celulares.

Ainda hoje Marcola se apresenta como uma espécie de profeta. Ele se vangloria de ser culto. “Li muito, li 3 mil livros, inclusive Dante”, disse ele em uma de suas últimas entrevistas antes de ser enviado em 2019 para outro presídio de segurança superior, o presídio de Porto Velho, no estado de Rondônia, próximo ao Amazonas.


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