Quando o público menciona um ponto, quando o público fica em silêncio. Em ambos os cenários, era comum ouvir uma reclamação em espanhol. Foi Francisco Cerundolo quem fez um grande jogo em Paris. seu temperamento trabalhou contra ele mais uma vez, como aconteceu em vários capítulos importantes de sua excelente carreira. E ele pagou caro. ele foi eliminado de Roland Garros pelo americano Zachary Swaida, 85º colocado, que mal havia disputado dez partidas este ano antes de chegar a Paris para seu primeiro sorteio importante. Foram 6-3, 6-4, 3-6, 4-6 e 6-3 em uma partida que perseguiu o argentino número 26 do mundo do início ao fim.
“Você é horrível, idiota”, repetiu o Tribunal 14. Cerundolo parecia perdido e zangado. Swaida o quebrou para assumir a liderança de 2 a 1 no terceiro set e correr para liderar a partida. Naquele momento, o técnico do Cerundolo, Pablo Cuevas, começou a se afastar da quadra, prestando atenção no que seu aluno havia pedido que ele fizesse minutos antes, para sair. A situação, entre o absurdo e o dramático, teve precedente em fevereiro de 2025, durante o Rio Open. É claro que o treinador tomou a decisão naquela ocasião. “Pablo me disse para lutar, eu disse que não podia, ele não iria gostar e ele foi embora”, disse Cerundolo.
Desta vez, foi o próprio tenista quem lhe pediu para sair, desorientado, mentalmente encurralado, vendo que tudo estava desabando. Quando Cuevas partiu, ele pareceu se soltar e encontrar uma luz para sair da escuridão. Ele voltou à partida com dois sets que mostraram vislumbres de seu domínio e o desenvolvimento ocorreu no quinto set.
Parecia que ele era capaz de se controlar. Porém, tudo desmoronou assim que começou aquele set decisivo. Sem Cuevas, restaram apenas seu preparador físico Esteban Garcia e sua mãe Maria Luz para apoio técnico-emocional (seu outro treinador, Nicolas Pastore, não viajou para Paris e não se sabe se continuará com ele). “Não minta mais para mim”, “me convença”, “não vou vencer hoje” fazia parte da raiva de Serundolo contra esses dois homens. E o desastre virou placar. Seu primeiro saque foi quebrado, ele recuperou a liderança com uma bela queda, mas depois perdeu o saque novamente. Dali até o fim, tudo parecia resignação e sofrimento.
Resta saber quais serão as consequências desta eliminação. É claro que seus problemas de temperamento não podem ser superados, e esse novo confronto com o líder de sua equipe de trabalho poderá ser crucial em seu futuro próximo.