Bernardo Stamateas. “Cada vez que uma imagem dolorosa surge em nossa mente, é importante não combatê-la.”

Bernardo Stamateas. “Cada vez que uma imagem dolorosa surge em nossa mente, é importante não combatê-la.”

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Todas as pessoas têm memórias. Alguns são lindos; outros estão tristes. Alguns curam; outros machucam. Mas O que fazemos com essas memórias de experiências traumáticas que nos impedem de seguir em frente?

Esses tipos de experiências geralmente são muito impactantes. O termo trauma significa “marca” e, geralmente, refere-se a um episódio – roubo, sequestro, abuso, maus-tratos ou morte súbita – que deixa uma marca em nossa psique e permanece ligado a nós através da emoção.

Quando se trata de criar memórias desses eventos, existem formas que não são eficazes.

Todas as pessoas têm memórias. alguns são agradáveis. outros tristesPixabay:

É importante lembrar que a memória nunca é igual ao que aconteceu. Portanto, as memórias traumáticas não são registros precisos, pois nosso cérebro não funciona como um vídeo perfeito. As distorções estão sempre presentes e, quanto mais antiga for a memória, maior será a distorção. O fato é real, mas o que lembramos pode não ser inteiramente verdade.

Isso acontece porque cada vez que relembramos uma memória, ela muda até certo ponto. Nossos cérebros tendem a preencher lacunas, reconstruindo nossas experiências com elementos que nem sempre são fiéis à realidade. Assim, embora possamos reter uma grande parte do evento, digamos 95%, o resto está repleto de detalhes que podem ser distorcidos.

Então, o que fazer para processar memórias dolorosas?

Em primeiro lugar, Sempre que uma imagem dolorosa surge em nossa mente, é importante não combatê-la. Não diga: “Tenho que pensar em outra coisa”. Deixe que surja, mesmo que nos machuque. Depois, ao lado, podemos colocar uma imagem agradável, uma lembrança positiva. Essa prática geralmente é uma técnica eficaz.

Em alguns casos, Quando a lesão for mais grave será necessário consultar um especialista. Porém, é sempre recomendável conversar e expressar o que sentimos, pois colocar em palavras os nossos sentimentos nos ajuda a regulá-los. Lembremos que o trauma não é o acontecimento em si, mas a marca que ele deixou em nós. É por isso que nos preocupa.

Além disso, o corpo não esquece. tem uma memória. Mesmo quando a mente deixa de lado o que aconteceu, o corpo retém esse registro e pode manifestá-lo contraturastaquicardia, úlceras ou outras somatizações.

As lesões e as memórias dolorosas que deixam são sempre processadas no presente. Isto envolve em grande parte fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós. Então, se fui abandonado ou não fui acolhido, quando me curar poderei acompanhar e abraçar os outros.

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