Mulher morta dentro da igreja tinha medida protetiva, porém se encontrou com o ex marido para assistir ao culto juntos.

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A Delegada Dra. Gabrielle Berwig Amaral, da Delegacia da Mulher de Cianorte, esclareceu nesta quarta feira (11), em entrevista ao repórter Oliveira Junior do Noti-cia.com, que a vítima de feminicídio Geni de Sousa Soares Wurmeister, de 40 anos, havia registrado um Boletim de Ocorrência contra seu ex- marido, Leônidas  Wurmeister de 51, por ameaças e lesão corporal, no dia 12 de Setembro passado.

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A Delegada tinha 48 horas para encaminhar o pedido de MEDIDA PROTETIVA para Geni, mas antes do prazo estabelecido por lei, já no dia seguinte, (13), enviou a solicitação junto ao Fórum Criminal, que foi concedida no dia (14) pelo Juiz, sendo o autor das ameaças intimado pelo Fórum quando à medida, no dia 15 de Setembro.

Portanto a MEDIDA PROTETIVA, estava vigente contra o ex-companheiro, quando aconteceu o crime. O tempo (ou prazo) que a Delegada se refere na matéria da RPC, e reproduzida pelo NOTI-CIA.COM, trata-se da conclusão do inquérito policial e não da concessão da MEDIDA PROTETIVA, como foi interpretado por alguns leitores.

A Delegada disse ainda que, as MEDIDAS PROTETIVAS, são espécies de medidas cautelares, destinadas a proteção da vítima e aos direitos fundamentais da mesma, com o intuito de evitar a continuidade da violência.

Feminicídio

A respeito do crime, a Delegada disse que a vítima (mesmo com medida protetiva), chegou acompanhada de Leônidas na Igreja e assistiram juntos o Culto e no término foram embora juntos.

No caminho começaram a discutir e por motivo desconhecido, decidiram retornar a igreja, que na ocasião já estava fechada e vazia. Leônidas tinha a chave do local e abriu a porta, continuando a discussão no interior da igreja, onde resultou na morte da mulher.

Fonte: Noti-cia.com