Golpista é presa por cobrar até US$ 2 mil para falsa vaga de emprego nos escombros do World Trade Center

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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu uma mulher de 53 anos suspeita de cobrar até US$ 2 mil por uma falsa oportunidade de trabalho para remover entulhos dos escombros do World Trade Center, após o atentado de 11 de setembro de 2001, em Nova York (EUA). Ao todo, 21 jovens teriam sido enganados por Gilda Maria da Silva Xavier.

O golpe, que envolvia a promessa de um contrato de US$ 480 por dia, ocorreu em Caldas Novas (GO), ainda em 2001. Em março deste ano, a Justiça goiana determinou a prisão dela por tempo indeterminado. A mulher também era procurada em Minas Gerais por mais um golpe, e ficou foragida até esta quarta-feira (20), quando foi identificada por um outro esquema de fraude.

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Segundo a polícia do DF, Gilda enganou pelo menos cinco empresários ou pessoas do mercado financeiro se oferecendo para abrir “plataformas de monetização” de título financeiro, de pedra preciosa ou de ouro, em troca de uma cobrança de U$ 150 mil – equivalente a R$ 500 mil. As vítimas são principalmente do Paraná e de São Paulo.

Gilda prometia abrir plataformas para que os títulos pudessem ser negociados internacionalmente, com rentabilidade acima do mercado. O serviço existe, mas, na prática, não era realizado. Segundo a polícia, ela recebia a ajuda de um político federal.

O nome do político não foi revelado, mas de acordo com a delegada Isabel Davila Lopes, era ele quem indicava as vítimas em potencial.

“Ela era apresentada por essa pessoa e mostrava um jargão de mercado financeiro muito convincente, em reuniões frente a frente.”

Para a delegada, Gilda conseguia convencer as vítimas por meio da conversa, mas não dominava a tecnologia do serviço que ofeceria. “Acho que sequer ela sabe abrir uma plataforma de monetização de verdade”, afirmou.

A reportagem não localizou a defesa de Gilda Maria da Silva Xavier. Na delegacia, ela se manteve em silêncio.

A polícia ainda apura a ligação deste político com o esquema. “Não posso ainda confirmar que a simples indicação significa participação”, explicou a delegada. Dependendo das apurações, porém, o inquérito pode ser remetido à Polícia Federal.

Segundo a delegada, o envolvimento do político foi importante para as pessoas caírem no golpe.

“As vítimas são experientes, mas disseram que baixaram a guarda porque ela sabia o jargão e foi indicada por uma pessoa idônea.”

A mulher também contou com a participação de um parente. Mesmo dizendo que todas as transações seriam no nome de empresas, os depósitos teriam de ser feitos na conta dele. “Quando a pessoa propõe um negócio e indica a conta de uma pessoa física para depósito, é preciso ficar com a luz acesa. Isso é indício muito forte de estelionato.”

Gilda morava em Vicente Pires e não mantinha uma vida de luxo, apesar de ter algumas empresas no nome dela, como esmalterias. Ela foi indiciada nesta quarta e vai responder por estelionato, podendo pegar até cinco anos de prisão.

Fonte: G1