Crianças abandonadas em casa pela mãe tomavam água em cocho de animal

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Uma mulher de 22 anos de nacionalidade paraguaia foi presa em flagrante por policiais militares de Perobal na tarde desta terça-feira (16). Ela foi acusada de ter abandonado duas filhas, uma de 1 ano e 4 meses e outra de 6 anos. Conselheiras tutelares revelaram que as meninas estavam bebendo água em cochos de animais e estavam sem alimentação.

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or volta das 15h as conselheiras receberam as denúncias, que informaram a situação humilhante em que se encontravam as crianças. “Quando recebemos a informação, imediatamente fomos ao endereço e encontramos as meninas sozinhas, brincando em uma caixa d’água. Vizinhos disseram que elas estavam bebendo água em bacias deixadas para os cachorros”, revelou uma das conselheiras.

Na casa em que as crianças moravam não há energia elétrica ou saneamento básico. O imóvel foi construído onde há alguns anos funcionava um lixão. “Quando vimos as meninas, as encontramos sujas e maltrapilhas. Segundo os denunciantes, elas são deixadas quase que diariamente sozinhas no local enquanto a mãe fica na rua. A mulher não trabalha e não carrega documentos pessoais”, informou a conselheira.

As meninas foram recolhidas e levadas até a delegacia de Perobal onde foi registrado um boletim de ocorrência. Posteriormente a mãe passou a ser procurada. Ela, por sua vez, já havia procurado o Conselho Tutelar ao saber do recolhimento das meninas. A Polícia Militar foi acionada e a mãe foi presa.

As crianças serão encaminhadas para um abrigo em Umuarama e a mulher permaneceu recolhida no setor carcerário da Delegacia de Polícia. Ela pode ser indiciada por abandono, cuja pena vai até 4 anos de detenção.

“O crime é afiançável, mas acredito que ela não tenha condições de pagar para sair da cadeia e permanecerá recolhida à disposição da Justiça. Por outro lado, as conselheiras já estão fazendo um comunicado ao juizado da Vara da Infância e Juventude para dar uma destinação às crianças”, comentou o delegado Osnildo Carneiro Lemes.

Acompanhe abaixo o depoimento de uma das conselheiras e do delegado chefe da 7ª SDP:

Fonte: Obemdito