Ano nem acabou, mas Paraná bate recorde de afogamentos em 2017

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Época de férias, com muito calor e festa no Brasil. Para muitas famílias, a oportunidade perfeita para passar um tempo perto da água. Mas toda diversão requer cuidados, principalmente em se tratando de mares e piscinas. É que o Paraná registrou neste ano um número recorde de afogamentos, com média de sete ocorrências a cada dois dias.

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Segundo informações compiladas do Sistema Digital de Dados Operacionais do Corpo de Bombeiros (SYSBM-CCB), neste ano o Estado registrou um crescimento de 57,8% no número de incidentes com pessoas em meio líquido. Até a terça-feira haviam sido 1.231 ocorrências, enquanto no mesmo período de 2016 foram 780 registros.

Na esteira no aumento dos casos de afogamento, também teve alta significativa o número de fatalidades, que passaram de 41 para 50 – variação de 22%. É o maior número de mortes desde 2014, ano em que foram registrados 886 afogamentos e 54 mortes no Paraná.

Chama a atenção, ainda, o número de atendimentos registrados nestas duas primeiras semanas de dezembro, mês que historicamente registra o segundo maior número de ocorrências no ano, atrás apenas de janeiro – cerca de 89% das ocorrências registradas num ano, inclusive, concentram-se entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, coincidindo com o período de verão e férias escolares.

No ano passado, os Bombeiros registraram oito ocorrências nas duas primeiras semanas do último mês do ano, sem fatalidades. Já neste ano, foram 26 casos no estado com 10 óbitos, sendo que a maior parte dos afogamentos (16) ocorreram no Litoral paranaense, o que faz ressaltar a importância da atenção no mar para a prevenção de acidentes nas praias. Ao lado, inclusive, uma lista de cuidados preparada pelo Corpo de Bombeiros para auxiliar a população.

Verão
É com a chegada do clima mais quente que as atenções se voltam para o meio aquático, quando os balneários nas costas Oeste e Leste são mais procurados. O Estado mantém uma estrutura de atendimento nestes locais. Mas, em outros lugares, como rios e lagoas, onde não há a presença de guarda-vidas, é essencial a prudência do indivíduo.

Cavas concentram o maior número de ocorrências
Se a maior parte das ocorrências, especialmente neste final de ano, são registradas no litoral do Paraná, por outro lado a maioria dos casos graves ocorrem em cavas, segundo o Corpo de Bombeiros, vitimando principalmente homens com idade entre 16 e 23 anos. Nadar nesses lugares pode ser perigoso, já que não há como saber qual é o relevo do local escolhido para banho além de poder haver buracos, galhos, limo ou outros obstáculos que dificultam ou impedem a saída da água.

O principal motivo para a ocorrência de afogamentos, inclusive, é a falta de cuidade do cidadão. Para a prática de atividades aquáticas, o recomendado é que as pessoas procurem locais com guarda-vidas. Além disso, caso veja alguém se afogando, o cidadão não deve entrar na água para tentar ajudar, pois pode se tornar mais uma vítima, devendo acionar os bombeiros pelo telefone 193, e permanecendo no local até a chegada da guarnição para indicar o ponto exato onde aconteceu o afogamento.

Treinamento
Equipes de urgência e emergência do Samu Regional Litoral e do Corpo de Bombeiros Litoral participaram de um curso de Suporte Básico de Vida, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde em outubro, visando a Operação Verão, que começa no dia 23 de dezembro.

O curso abordou temas como afogamento, fraturas, queimaduras, hemorragias, desobstrução de vias aéreas, ressuscitação cardiopulmonar, curativos, imobilização, atendimento a múltiplas vítimas, assistência ao parto e outros.

Fonte: Bem Paraná