Análise: Corinthians pontua, segue missão de sobrevivência, mas precisa definir jeito de jogar

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Corinthians jogou pouco mais de meia hora no 4-2-3-1 típico na parte final do empate por 2 a 2 contra o Vitória, no Barradão, teve bom volume de jogo e conseguiu um gol com Roger, em uma de suas duas tentativas – em lance que quase definiu a vitória.

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Contra o Bahia, no próximo sábado, porém, não terá o centroavante, suspenso pelo terceiro cartão amarelo – Jonathas e Matheus Matias serão as opções para o setor.

Esse tem sido um problema do atual Corinthians: não há manutenção na escalação e, portanto, na forma do time jogar.

Sheik, por exemplo, que foi titular dos últimos três jogos, atuou em cada um deles de uma forma:

  • Como um meia centralizado no 4-2-3-1 contra o Santos;
  • Como um externo, pelo lado direito, no 4-2-3-1, diante do Cruzeiro;
  • E como falso 9 no 4-2-3-1, diante do Vitória, num esquema que mais pareceu o 4-2-4.
As mudanças fazem parte do estilo de comando de Jair Ventura. Sempre que perguntado, ele diz que não usará um esquema tático fixo, nem uma formação específica. Prefere preparar a equipe de jogo para jogo, alterando as peças de acordo com o que encontrará pela frente na competição.

Só que, apesar de o ponto fora de casa ser comemorado na briga pela permanência na Série A em 2019, o desempenho de Jair ainda é ruim. Em 11 partidas disputadas, foram apenas duas vitórias. Para obter sucesso no objetivo, a equipe precisará somar mais 10 pontos de 24 disputados.

Para isso, independente de equema, Jadson precisa ter o espaço que necessita. Mais uma vez, o camisa 10 foi o raio de luz de uma equipe que começou apagada. Foi dele o golaço marcado quando o jogo estava 1 a 0 para o Vitória, após cruzamento do ainda inconstante Danilo Avelar.

Pedrinho, de volta ao time titular, fez jogo tímido. A impressão muitas vezes é que, de fato, para o time, sua entrada no decorrer da partida é mais importante do que sua escalação como titular. Jogador mais talentoso do elenco, o menino de 19 anos ainda é lapidado pela comissão técnica.

Com o gol de Roger, no fim do segundo tempo, o Timão quase conseguiu reencontrar o caminho das vitórias. Mas uma bola cruzada na área (sempre ela!) acabou interrompendo a reação.

Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico jair Ventura sinalizou que Roger seria titular no próximo jogo caso estivesse disponível. A tendência é que um jogador de mesma característica atue por ali – Jonathas é o favorito. Sobre a busca por um time ideal, Jair disse que a palavra é utópica no futebol.

– Ideal é uma utopia, lógico que quando você está há mais tempo num time… Eu estou chegando e conhecendo agora, fazendo alternativas. Ideal é ter um time ideal, mas eles que se escalam. Você bota um time, e o jogador não rende, eu não posso ter coisas diferentes se faço as mesmas coisas. Se alguém não estiver rendendo, vamos até achar quem agarre a camisa e não largue – destacou.

Até lá, Jair terá quatro treinamentos. Tempo para avançar na busca de padrão de seu time.